CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA O TRANSTORNO DE PERSONALIDADE NARCISISTA (TPN)
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-028Palavras-chave:
Transtorno de Personalidade Narcisista, Transtorno do Espectro Narcisista, DiagnósticoResumo
Introdução: O Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN) é uma condição mental crônica caracterizada por um padrão persistente de grandiosidade, necessidade de admiração e carência de empatia. Integrante do "Cluster B" (grupo dramático, emocional ou errático) dos transtornos de personalidade. A fisiopatologia da TPN está relacionada com altos graus de alexitimia e diminuição da desativação da ínsula anterior direita, além de diferenças no volume da substância cinzenta envolvendo regiões pré-frontal e insulares.
Metodologia: O estudo trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, estruturada com o objetivo de sintetizar as evidências científicas contemporâneas sobre os critérios diagnósticos do Transtorno de Personalidade Narcisista. A amostra contemplou publicações do período de 2021-2025, disponíveis integralmente nos idiomas inglês ou português. Por fim, adicionou-se critérios de exclusão para remover estudos sem aderência diagnóstica, publicações duplicadas e revisões de baixo rigor metodológico.
Resultados e Discussão: Com base no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, Quinta edição, Revisão de texto (DSM-5-TR), o TPN é categorizado pelos transtornos de personalidade do agrupamento B, que é definido por padrões de conduta dramáticos, emotivos ou imprevisíveis. Em oposição, a Classificação Internacional de Doenças, 11ª Revisão (CID-11), implementou uma alteração fundamental ao deixar de lado a classificação categórica e adotar um modelo dimensional, o qual é um tipo único, mas como um conjunto de características patológicas que podem se manifestar em vários graus de severidade da disfunção de personalidade. Ademais, é frequentemente desafiado pela sobreposição com outros transtornos do Cluster B, especialmente o Transtorno de Personalidade Borderline.
Conclusão: Compreende-se que o diagnóstico do TPN deve ser conduzido a partir de uma perspectiva multidimensional e longitudinal, integrando critérios categóricos, modelos dimensionais e observação clínica do funcionamento interpessoal ao longo do tempo. A abordagem supracitada possibilita maior acurácia diagnóstica, além de contribuir para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais individualizadas, favorecendo assim intervenções clínicas mais eficazes no manejo dessa condição.
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