ETNOMATEMÁTICA NO AMBIENTE ESCOLAR: DA LEITURA DE CÓDIGOS DE BARRAS ÀS TRANSAÇÕES NO SUPERMERCADO
DOI:
https://doi.org/10.56238/rcsv15n12-004Palavras-chave:
Etnomatemática, Sala de Aula, Dimensões, Código de Barras, SupermercadoResumo
A automação dos caixas, por meio de códigos de barras, não substitui apenas uma tarefa, mas um conjunto amplo de conhecimentos, incluindo cálculo mental rápido, estimativa de peso e preço, manipulação e arredondamento de valores, além da interação social necessária durante as conferências. A Etnomatemática proporciona uma abordagem para reconhecer, valorizar e discutir essa perda de habilidades cognitivas e culturais. Assim, este estudo questiona quais conhecimentos matemáticos, tanto culturais quanto sociais, presentes na atividade tradicional do operador de caixa, se tornam invisíveis ou são alterados com a automação que utiliza leitores ópticos, além de investigar como esses conhecimentos podem ser recuperados para fins pedagógicos? O objetivo geral é explorar, à luz da etnomatemática, as práticas e os saberes matemáticos relacionados ao trabalho no caixa de supermercado antes da automação, e propor atividades educativas que aproveitem esse contexto como um recurso significativo para o ensino da matemática, estimulando uma reflexão crítica sobre a relação entre a tecnologia e a sociedade. Nesse sentido, serão propostas atividades pedagógicas como simulações de "caixa humano" sem o uso de tecnologia, entrevistas com profissionais da área e análises comparativas dos processos. Essas iniciativas têm como meta dar visibilidade a esses saberes, usá-los como base para o ensino de operações e grandezas, e fomentar um debate sobre os efeitos da tecnologia no trabalho e na nossa interação com a matemática no dia a dia.
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