ASSOCIAÇÃO DE ESCETAMINA INTRANASAL E INIBIDOR DA MONOAMINOXIDASE (IMAO) NO MANEJO DA DEPRESSÃO RESISTENTE: RELATO DE CASO

Autores

  • Paulo Artur da Silva Rodrigues
  • Giovana dos Santos Couto
  • Bárbara Corrêa Garcia Simões
  • Pablo Gnutzmann Pereira

DOI:

https://doi.org/10.56238/rcsv16n3-010

Palavras-chave:

Depressão Resistente ao Tratamento, Escetamina, Inibidores da Monoaminoxidase

Resumo

Introdução: O transtorno depressivo resistente ao tratamento (TDR) representa um desafio clínico significativo, especialmente quando associado à ideação suicida. A escetamina intranasal tem emergido como uma opção terapêutica eficaz em casos refratários, enquanto os inibidores da monoaminoxidase (IMAO) permanecem relevantes no manejo de quadros graves e resistentes. Objetivo: Descrever a evolução clínica de uma paciente com TDR submetida à associação de escetamina intranasal e tranilcipromina. Método: Relato de caso de paciente do sexo feminino, 27 anos, com diagnóstico de transtorno depressivo recorrente e histórico de falha terapêutica a múltiplas classes de antidepressivos, estabilizadores de humor e antipsicóticos, acompanhada por avaliação clínica e escalas padronizadas (HAM-A e MADRS). Resultados: Após a introdução do tratamento combinado, observou-se melhora clínica rápida e sustentada, com redução significativa dos sintomas depressivos e ansiosos, além de remissão da ideação suicida. O tratamento foi bem tolerado, sem ocorrência de eventos adversos relevantes. Conclusão: A associação de escetamina intranasal e IMAO mostrou-se eficaz e segura neste caso de TDR, sugerindo ser uma alternativa terapêutica viável em situações selecionadas, desde que realizada sob monitoramento clínico rigoroso.

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Publicado

2026-03-31

Como Citar

Rodrigues, P. A. da S., Couto, G. dos S., Simões, B. C. G., & Pereira, P. G. (2026). ASSOCIAÇÃO DE ESCETAMINA INTRANASAL E INIBIDOR DA MONOAMINOXIDASE (IMAO) NO MANEJO DA DEPRESSÃO RESISTENTE: RELATO DE CASO. Revista Sistemática, 16(3), e9826. https://doi.org/10.56238/rcsv16n3-010