DIAGNÓSTICO TARDIO NO TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR: FATORES ASSOCIADOS E IMPACTO CLÍNICO
DOI:
https://doi.org/10.56238/Palavras-chave:
Transtorno Afetivo Bipolar, Diagnóstico Clínico, Sintomas Psicóticos, Transtornos PsiquiátricosResumo
Introdução: O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) diz respeito à condição psiquiátrica crônica, recorrente e grave, sendo caracterizado por alterações intensas do humor, variando entre episódios de mania, hipomania e depressão. E, mesmo que seja bastante reconhecido pela comunidade científica, o TAB ainda passa por desafios no que tange o seu diagnóstico correto, que pode ser confundido com outras condições psiquiátricas, como a depressão, esquizofrenia e transtornos de personalidade, o que pode comprometer a efetividade do tratamento e melhora na qualidade de vida dos pacientes (Bosaipo et al., 2017). Objetivo: Analisar os fatores associados e o impacto clínico do diagnóstico tardio no Transtorno Afetivo Bipolar. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, a busca por estudos relevantes foi nas seguintes bases de dados eletrônicas: MEDLINE/PubMed (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online); LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde); SCIELO (Scientific Electronic Library Online); Cochrane Library; PsycINFO; EMBASE (Excerpta Medica Database); Web of Science. Resultados e Discussão: Os estudos encontrados evidenciam que em todo o mundo a idade máxima de início de sintomas psicóticos graves, como TB e psicose, ocorre no final da adolescência e início da idade adulta. O transtorno bipolar geralmente se apresenta com natureza flutuante e morbidade associada, de modo que pacientes ambulatoriais e internados permanecem sintomáticos por até 2/3 do período de acompanhamento. Se esse sintoma aparecer na infância, seu desenvolvimento geralmente é mais grave. Isto tem graves consequências financeiras e sociais para os indivíduos afetados, que são frequentemente despedidos dos seus empregos. Além disso, a diagnóstico tardio associado a um comprometimento cognitivo mais pronunciado, particularmente em pacientes com episódios maníacos recorrentes Considerações finais: Conclui-se que o prognóstico e a qualidade de vida são melhores para pacientes diagnosticados com TB quando percebidos em inicial de desenvolvimento em comparação com pacientes diagnosticados com a doença em curso avançado.
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