ANÁLISE TEMPORAL DAS INTERNAÇÕES POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA EM SANTA CATARINA (2019–2024)
DOI:
https://doi.org/10.56238/Palavras-chave:
Insuficiência Cardíaca, Internações Hospitalares, Perfil Epidemiológico, Idosos, Santa CatarinaResumo
A insuficiência cardíaca constitui uma das principais causas de hospitalização no Sistema Único de Saúde, apresentando elevada morbimortalidade e impacto socioeconômico, especialmente entre idosos. Este estudo teve como objetivo analisar as internações por insuficiência cardíaca no estado de Santa Catarina, no período de 2019 a 2024, descrevendo sua tendência temporal e perfil epidemiológico. Trata-se de um estudo observacional descritivo-ecológico, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), considerando internações com diagnóstico de insuficiência cardíaca (CID-10: I50 e variantes). Foram avaliadas as variáveis ano de internação, sexo, faixa etária, cor/raça e óbitos. No período analisado, registraram-se 47.610 internações. Observou-se comportamento temporal flutuante, com redução expressiva em 2021 (6.568 casos), possivelmente associada aos impactos da pandemia de COVID-19, seguida de retomada e estabilização em patamar elevado a partir de 2022, superando 8.000 internações anuais, com pico em 2024 (8.461 casos). Houve distribuição equilibrada entre os sexos, com discreta predominância feminina (50,5%). A maior concentração de casos ocorreu em indivíduos com 60 anos ou mais (70,3%), destacando-se a faixa etária de 80 anos ou mais (12.475 internações). Em relação à cor/raça, observou-se predominância de indivíduos brancos (aproximadamente 89%), refletindo a composição demográfica estadual. Foram registrados 3.146 óbitos no período analisado, todos vinculados a doenças do aparelho circulatório. Os achados evidenciam que a insuficiência cardíaca permanece como importante problema de saúde pública em Santa Catarina, com forte impacto na população idosa. Reforça-se a necessidade de fortalecimento da atenção primária, otimização do manejo clínico e acompanhamento longitudinal dos pacientes, visando reduzir hospitalizações recorrentes e mortalidade associada.
Referências
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