ESTRATÉGIAS DE CONTROLE E INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS NO TRATAMENTO DA BABESIOSE EM CÃES
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.015-038Palavras-chave:
Babesiose Canina, Carrapatos, Profilaxia, Manejo Clínico, Dipropionato de ImidocarbResumo
A babesiose canina é uma enfermidade hemoparasitária de distribuição mundial, transmitida predominantemente pela picada de carrapatos ixodídeos, cuja incidência crescente e complexidade clínica — variando de infecções subclínicas a quadros fatais e complicados — justificam a busca contínua por estratégias de controle e intervenções terapêuticas eficazes. Este estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica narrativa, realizada na base de dados PubMed, com o objetivo de sintetizar as evidências científicas mais recentes sobre o manejo da doença. A análise da literatura revela que o controle da babesiose exige uma abordagem integrada que combina diagnóstico preciso — onde técnicas moleculares como a reação em cadeia da polimerase em tempo real se mostram superiores à microscopia em casos de baixa parasitemia — e o controle rigoroso de fatores de risco (e.g., clima quente e úmido, sazonalidade, cães não castrados). Estratégias profiláticas, como o uso regular de acaricidas, são fundamentais, sendo a associação de afoxolaner e milbemicina citada por demonstrar elevada eficácia preventiva, enquanto a gonadectomia tem sido associada à redução da incidência e da gravidade da doença. No âmbito terapêutico, o dipropionato de imidocarb e o aceturato de diminazeno continuam sendo as intervenções tradicionais que reduzem a parasitemia e promovem a remissão clínica, embora raramente consigam a eliminação completa do parasita, resultando em portadores crônicos. Paralelamente, terapias emergentes, como o uso da tafenoquina, que promoveu a rápida redução da parasitemia, e a N-acetilcisteína, como terapia adjuvante para melhora dos parâmetros hematológicos, demonstram resultados promissores e reforçam a necessidade de novas pesquisas voltadas ao aprimoramento do manejo clínico para a mitigação da morbimortalidade na espécie canina.
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