STEWARDSHIP ANTIMICROBIANO EM UNIDADES DE ALTA COMPLEXIDADE: PAPÉIS INTERPROFISSIONAIS, BARREIRAS DE IMPLEMENTAÇÃO E IMPACTOS NA SEGURANÇA DO PACIENTE

Autores

  • Luciane Margalho de Araújo
  • Leidiane Braz de Sousa
  • Leidson Frank Santana Cardoso
  • Patrícia Gabrielly da Silva Pires
  • Marcus Corrêa Mendes
  • Amanda Emanuele dos Santos Correa
  • Bruno Nunes de Almeida
  • Isabela de Almeida Nascimento
  • Jander Marcus Cirino Lopes
  • Deivid Junio Guilherme De Lanes
  • Wilson Santana Jovino Belém
  • Arilana de Jesus Carretilha
  • Elda Lenilma Palheta Alves
  • Thaila Silva Rodrigues
  • Brayan Almeida Ferreira
  • Amanda Martins Araújo
  • Carolina Chaves Ferreira Figueiredo
  • Aline Martins Araújo do Nascimento
  • Rafael Damaceno Alves
  • Rosi Mar Flores Conde
  • Aurea Fukuda Damaceno
  • Kárita Roberta da Silva Melo
  • Luis Filipe Pinto Barbosa
  • Amanda Emanuele dos Santos Correa
  • Suzana Helena Campelo Nogueira Lima

Palavras-chave:

Stewardship Antimicrobiano, Equipe Multiprofissional, Segurança do Paciente, UTI, Uso Racional de Antimicrobianos

Resumo

A resistência antimicrobiana representa um dos maiores desafios contemporâneos para a segurança do paciente, especialmente em unidades de alta complexidade, onde o risco clínico é elevado e o uso de antimicrobianos é frequente. Os Programas de Stewardship Antimicrobiano (PGA) emergem como estratégia essencial para assegurar o uso racional desses medicamentos, reduzir eventos adversos e melhorar desfechos clínicos. Este estudo, conduzido como revisão narrativa, analisou 12 publicações que abordam papéis interprofissionais, barreiras organizacionais e impactos clínicos dos PGAs em ambiente hospitalar. Os resultados evidenciaram que a efetividade dos programas está diretamente relacionada à atuação integrada de diferentes categorias profissionais, destacando-se o papel do farmacêutico clínico na otimização terapêutica, da enfermagem na vigilância e segurança assistencial, e do microbiologista na definição de condutas baseadas em evidências. A comunicação estruturada, rounds multiprofissionais e educação interprofissional contínua foram identificados como elementos fundamentais para a consolidação dos PGAs. Observou-se também que barreiras culturais, estruturais e comunicacionais ainda dificultam a implementação plena desses programas. Conclui-se que fortalecer a cultura colaborativa, valorizar competências multiprofissionais e investir em estratégias educativas são medidas essenciais para garantir a sustentabilidade e o impacto positivo dos PGAs em unidades de alta complexidade.

DOI: https://doi.org/10.56238/sevened2025.037-044

Publicado

2025-12-23

Como Citar

de Araújo, L. M., de Sousa, L. B., Cardoso, L. F. S., Pires, P. G. da S., Mendes, M. C., Correa, A. E. dos S., de Almeida, B. N., Nascimento, I. de A., Lopes, J. M. C., Lanes, D. J. G. D., Belém, W. S. J., Carretilha, A. de J., Alves, E. L. P., Rodrigues, T. S., Ferreira, B. A., Araújo, A. M., Figueiredo, C. C. F., do Nascimento, A. M. A., Alves, R. D., … Lima, S. H. C. N. (2025). STEWARDSHIP ANTIMICROBIANO EM UNIDADES DE ALTA COMPLEXIDADE: PAPÉIS INTERPROFISSIONAIS, BARREIRAS DE IMPLEMENTAÇÃO E IMPACTOS NA SEGURANÇA DO PACIENTE. Seven Editora, 624-637. https://sevenpubl.com.br/editora/article/view/8810