DISFORIA DE GÊNERO: BASES GENÉTICAS, EPIGENÉTICAS E NEUROBIOLÓGICAS DA IDENTIDADE SEXUAL
Palavras-chave:
Disforia de Gênero, Genética, Epigenética, Neurobiologia, Identidade SexualResumo
A disforia de gênero é uma condição caracterizada por uma profunda incongruência entre o sexo biológico e a identidade de gênero, que pode gerar sofrimento significativo. Nas últimas décadas, os avanços na genômica, na neurobiologia e na epigenética permitiram identificar múltiplos mecanismos biológicos implicados na determinação da identidade sexual. As evidências atuais sugerem que a disforia de gênero não responde a uma única causa, mas sim à interação de fatores genéticos, endócrinos e ambientais que modulam a diferenciação sexual do cérebro. Polimorfismos em genes relacionados à ação hormonal, como SRY, SOX9, AR, ERα, SRD5A2 e SULT2A1, podem influenciar a masculinização ou feminilização do cérebro durante o desenvolvimento fetal. Da mesma forma, estudos de neuroimagem revelam padrões estruturais e funcionais cerebrais intermediários ou mistos entre homens e mulheres cisgênero. A epigenética emerge como uma ponte explicativa entre os fatores genéticos e ambientais, por meio de mecanismos de metilação do DNA e modificação de histonas. Compreender a base biológica da disforia de gênero é fundamental para uma abordagem clínica integral e para a redução do estigma social.
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