PELE DE TILÁPIA OREOCHROMIS NILOTICUS NO REPARO E PROTEÇÃO DO LEITO CIRÚRGICO PALATINO APÓS REMOÇÃO DE ENXERTO AUTÓGENO: REVISÃO DE LITERATURA
Palavras-chave:
Cicatrização, Cirurgia Periodontal, Curativos Biológicos, Enxerto, Pele da TilápiaResumo
A remoção de enxertos autógenos do palato é amplamente utilizada em cirurgias periodontais reconstrutivas para restabelecer a anatomia e a funcionalidade dos tecidos gengivais, mas pode causar dor, sangramento, desconforto e morbidade pós-operatória devido à cicatrização por segunda intenção do leito doador. Por isso, buscam-se alternativas que reduzam esses efeitos e tornem o reparo mais rápido e confortável. A pele da tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus) tem se destacado como biomaterial promissor por apresentar alta concentração de colágeno tipo I, além de resistência mecânica, elasticidade, biocompatibilidade, baixa antigenicidade, sustentabilidade e baixo custo. Este estudo analisou evidências científicas sobre o uso da pele de tilápia como curativo biológico oclusivo na proteção e reparo do leito cirúrgico palatino após a remoção de enxertos autógenos, considerando suas propriedades estruturais, seu desempenho clínico e suas vantagens em comparação com curativos convencionais. O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases PubMed, SciELO, Google Acadêmico, MEDLINE e BVS, utilizando descritores em português e inglês, seguindo critérios inclusivos e exclusivos em publicações entre 2015 e 2025. Os estudos mostram que a pele de tilápia favorece epitelização mais rápida, reduz o desconforto pós-operatório, protege eficazmente o leito cirúrgico, melhora o resultado estético e não apresenta complicações relevantes. Além disso, sua versatilidade permite aplicações em diferentes formas, como membranas, esponjas e hidrogéis. Assim, a pele de tilápia apresenta-se como uma alternativa segura, eficaz e promissora para a odontologia regenerativa, embora sejam necessários estudos clínicos mais robustos para padronizar protocolos e ampliar sua utilização na prática cirúrgica.
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