MANEJO DO CLIMATÉRIO COM FERRAMENTAS DIGITAIS: APOIO AO TRATAMENTO HORMONAL E CONTROLE DE SINTOMAS
Palavras-chave:
Climatério, Terapia Hormonal, Tecnologias Digitais em Saúde, Saúde da Mulher, AutocuidadoResumo
O climatério corresponde a uma fase de transição do ciclo reprodutivo feminino caracterizada por alterações hormonais progressivas, especialmente pela redução dos níveis de estrogênio, que podem desencadear manifestações físicas, emocionais e psicossociais com impacto significativo na qualidade de vida das mulheres. Nesse contexto, o manejo adequado dos sintomas climatéricos representa um desafio para os serviços de saúde, sobretudo no âmbito da Atenção Primária, exigindo estratégias de cuidado integral, contínuo e centrado na mulher. A terapia hormonal destaca-se como uma das principais intervenções para o alívio dos sintomas, desde que utilizada de forma individualizada e baseada em evidências científicas. Entretanto, aspectos como desinformação, receio de efeitos adversos e dificuldades de acompanhamento regular podem comprometer a adesão terapêutica. Diante disso, as ferramentas digitais em saúde emergem como recursos estratégicos para apoiar o tratamento hormonal e o controle dos sintomas no climatério. Este estudo teve como objetivo analisar o uso de ferramentas digitais no manejo do climatério, com ênfase no apoio ao tratamento hormonal e na promoção do autocuidado. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir da análise de artigos científicos e documentos normativos nacionais e internacionais relacionados à saúde da mulher, tecnologias digitais em saúde e políticas públicas. Os resultados evidenciaram que aplicativos móveis, plataformas digitais e estratégias de telessaúde contribuem para o monitoramento contínuo dos sintomas, fortalecem a comunicação entre usuárias e profissionais de saúde e favorecem a adesão ao tratamento hormonal. Conclui-se que a incorporação de ferramentas digitais, quando integrada às práticas assistenciais e observando princípios éticos e legais, apresenta potencial para qualificar o cuidado à saúde da mulher no climatério, promovendo autonomia, integralidade e melhoria da qualidade de vida.
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