GESTÃO INTERDISCIPLINAR E MÉTODOS TERAPÊUTICOS NO CUIDADO ONCOGERIÁTRICO: DESAFIOS E MELHORIAS NO SUS
Palavras-chave:
Oncogeriatria, Gestão Interdisciplinar, Envelhecimento, Cuidado Integral, Sistema Único de SaúdeResumo
O envelhecimento populacional tem provocado mudanças significativas no perfil epidemiológico brasileiro, com destaque para o aumento da incidência de doenças crônicas não transmissíveis, entre elas o câncer, especialmente na população idosa. Nesse contexto, o cuidado oncogeriátrico impõe desafios complexos ao Sistema Único de Saúde (SUS), exigindo a articulação entre gestão eficiente, práticas interdisciplinares e métodos terapêuticos adequados às especificidades do envelhecimento. Este estudo teve como objetivo analisar a gestão interdisciplinar e os métodos terapêuticos no cuidado oncogeriátrico no âmbito do SUS, identificando desafios e possibilidades de melhoria para a qualificação da assistência à pessoa idosa com câncer. Trata-se de um estudo qualitativo, de caráter descritivo e exploratório, desenvolvido por meio de revisão bibliográfica e documental. Foram analisadas publicações científicas e documentos normativos nacionais que abordam a atenção à saúde da pessoa idosa, a política de atenção ao câncer, o trabalho em equipe multiprofissional, a organização das redes de atenção e os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas em oncologia. A análise do material permitiu a organização dos resultados em eixos temáticos relacionados à gestão interdisciplinar, aos métodos terapêuticos e à organização dos serviços no SUS. Os resultados evidenciaram que, embora o SUS disponha de um arcabouço normativo consistente para o cuidado oncogeriátrico, persistem fragilidades na efetivação das políticas públicas, especialmente no que se refere à integração das redes de atenção, à consolidação do trabalho interdisciplinar e à adaptação dos métodos terapêuticos às especificidades da população idosa. Observou-se que a atuação integrada das equipes multiprofissionais contribui para a construção de projetos terapêuticos singulares e para a promoção da qualidade de vida, porém ainda enfrenta limitações estruturais, organizacionais e de capacitação profissional. Conclui-se que o fortalecimento da gestão interdisciplinar, a incorporação sistemática da avaliação geriátrica, a qualificação dos métodos terapêuticos e o uso estratégico das informações em saúde são fundamentais para a melhoria do cuidado oncogeriátrico no SUS, favorecendo práticas mais integradas, humanizadas e centradas na pessoa idosa com câncer.
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