QUALIDADE DO SONO DE ADULTOS COM ESPONDILITE ANQUILOSANTE: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Palavras-chave:
Sono, Espondilite Anquilosante, Qualidade de Vida, FuncionalidadeResumo
Introdução: A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória que acomete principalmente a coluna e pode levar à fusão vertebral. A má qualidade do sono, presente em grande parte da população, impacta negativamente funções físicas, cognitivas e o bem-estar geral. Em pacientes com doenças articulares inflamatórias, como a espondilite anquilosante, os distúrbios do sono mostram forte relação com dor crônica e piora clínica. Assim, compreender essa interação é essencial para uma abordagem multidisciplinar eficaz.
Objetivos: Analisar a literatura recente que tenha investigado a qualidade de sono em adultos com espondilite anquilosante.
Metodologia: Este estudo é uma revisão integrativa que investigou a relação entre qualidade do sono e espondilite anquilosante. A busca foi realizada nas bases PubMed, SciELO, Cochrane e LILACS, incluindo estudos de 2010 a 2025 em adultos, nos idiomas português, inglês e espanhol. Após seleção e leitura criteriosa, foram incluídos apenas artigos que abordavam diretamente sono e espondilite anquilosante.Os dados foram organizados em quadros e analisados qualitativamente.Os principais achados foram discutidos de forma sintética, permitindo responder à pergunta norteadora da revisão.
Resultados: Foram incluídos 11 estudos, sendo a maioria de delineamento observacional transversal. Os achados revelaram elevada prevalência de má qualidade do sono, distúrbios respiratórios relacionados ao sono, insônia e sonolência diurna em pacientes com espondilite anquilosante. Fatores como dor, fadiga, depressão, rigidez, maior atividade da doença, pior função física, idade, Indice de Massa Corpórea aumentado e alterações metabólicas mostraram forte associação com pior qualidade do sono.
Considerações finais: Os resultados indicam que a qualidade do sono está significativamente relacionada a múltiplos aspectos clínicos da espondilite anquilosante, reforçando sua importância no manejo multidimensional da doença. Entretanto, há escassez de estudos sobre intervenções, especialmente fisioterapêuticas, voltadas à melhoria do sono nessa população, evidenciando a necessidade de pesquisas futuras que explorem abordagens terapêuticas e multiprofissionais mais específicas.
DOI: https://doi.org/10.56238/sevened2026.009-014
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.