TENDÊNCIA TEMPORAL DA SÍFILIS GESTACIONAL NO BRASIL DE 2012 A 2022
Palavras-chave:
Sífilis Gestacional, Vigilância Epidemiológica, Saúde da Mulher, Enfermagem, Infecções Sexualmente TransmissíveisResumo
A sífilis gestacional constitui um importante problema de saúde pública devido ao elevado risco de transmissão vertical e às graves repercussões para o binômio mãe-filho. Trata-se de uma pesquisa epidemiológica descritiva de série temporal, com abordagem quantitativa, utilizando dados secundários provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Foram calculadas taxas de detecção por mil nascidos vivos e elaborados gráficos de tendência. Este estudo teve como objetivo analisar a tendência temporal da sífilis gestacional no Brasil no período de 2012 a 2022. Os resultados evidenciaram aumento contínuo das notificações de sífilis gestacional, passando de 16.444 casos em 2012 para 78.872 em 2022, com taxa de detecção de 30,79 por mil nascidos vivos no último ano analisado. A maior parte das gestantes infectadas tinha entre 20 e 29 anos, era parda e apresentava baixa escolaridade. As regiões Sudeste e Nordeste concentraram o maior número de notificações, e a forma clínica latente foi a mais prevalente. Conclui-se que a sífilis gestacional apresenta tendência ascendente no país, associada a desigualdades sociais e fragilidades na atenção pré-natal. Ressalta-se a necessidade de fortalecer as ações de vigilância, ampliar a cobertura de testagem e tratamento e valorizar o papel da enfermagem na prevenção e controle desse agravo.
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