MUDANÇAS CLIMÁTICAS E MEIO AMBIENTE: IMPACTOS NA EMERGÊNCIA DE ZOONOSES
Palavras-chave:
Saúde Única, Prevenção, EpidemiologiaResumo
As alterações ambientais e climáticas têm sido reconhecidas como importantes determinantes da emergência e reemergência de zoonoses em escala global. Processos como desmatamento, urbanização desordenada, mudanças climáticas, degradação de ecossistemas e desastres ambientais intensificam a interação entre a vida selvagem, os animais domésticos e as populações humanas, favorecendo a circulação de patógenos e ampliando o risco de transmissão de doenças infecciosas. Além disso, variações de temperatura, umidade e regimes de precipitação influenciam diretamente a dinâmica de vetores, reservatórios e hospedeiros, contribuindo para a expansão geográfica de enfermidades zoonóticas e doenças tropicais negligenciadas, especialmente em populações socialmente vulneráveis. Eventos climáticos extremos, como El Niño e La Niña, bem como o derretimento de geleiras, têm sido associados à intensificação de surtos epidêmicos, à contaminação de recursos hídricos e à criação de novos nichos ecológicos favoráveis à disseminação de agentes infecciosos. No contexto de desastres ambientais, como os rompimentos de barragens, observa-se ainda o agravamento das condições sanitárias, a desestruturação dos ecossistemas e o aumento da exposição humana e animal a zoonoses. Diante desse cenário, a abordagem Saúde Única se apresenta como estratégia fundamental para a compreensão integrada desses fenômenos, ressaltando o papel do médico veterinário na vigilância, prevenção e mitigação dos impactos ambientais sobre a saúde humana, animal e ambiental.
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