TRITERPENOS DE MICONIA LANGSDORFFII E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ESQUISTOSSOMICIDA
Palavras-chave:
Schistosoma mansoni, Ácido Ursólico, Derivados SemissintéticosResumo
Doenças negligenciadas afetam milhares de pessoas ao redor do mundo, e não dispõem de tratamentos adequados, permanecendo como um dos principais problemas de saúde pública, necessitando de novas alternativas para o tratamento. Dentre as doenças negligenciadas destaca-se a esquistossomose causada pelo parasita Schistosoma mansoni. Diferentes classes químicas obtidas de produtos naturais deram origem a diversos fármacos de categorias terapêuticas. Neste presente estudo são relatados estudos fitoquímicos e a avaliação da atividade esquistossomicida do extrato bruto hidroalcoólico das partes aéreas do vegetal Miconia langsdorffii. As frações obtidas no fracionamento do extrato foram biomonitoradas quanto à atividade esquistossomicida. A fração F2 foi a promissora apresentando 100% de casais separados, 100% de alta redução na atividade motora em apenas 24 horas e 100% de parasitas mortos em 120 horas de incubação. Foi identificada nesta fração a mistura dos triterpenos ácidos ursólico e oleanólico. Estes triterpenos foram isolados por CLAE e também avaliados. A mistura dois triterpenos foi capaz de potencializar a atividade esquistossomicida, demonstrando assim um possível efeito sinérgico. O ácido ursólico apresentou melhores resultados quando comparado com o ácido oleanólico e por esse motivo, para uma possível potencialização da atividade, foram preparados cinco derivados semissintéticos. Entre os derivados, destacou-se o derivado sal de potássio do ácido ursólico, o único que potencializou com 100% de casais separados em 120 horas de incubação quando comparado com o ácido ursólico, que foi de 50% nas mesmas condições.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.