MANEJO TERAPÊUTICO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA (DRC) EM GATOS

Autores

  • Átila Bonfim Ferreira Cavalcante
  • Beatriz Silva Freitas
  • Paula Rejane Leal Ferreira Ramos
  • Adria Amanda Carvalho Jacinto
  • Vitoria Cione Camillo
  • Laura Gonçalves Maciel
  • Júlia Mayumi Imamura

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.008-130

Palavras-chave:

Doença Renal Crônica (DRC), Gatos, Manejo Nutricional, Molidustat, Eixo Intestino-Rim

Resumo

A Doença Renal Crônica (DRC) é uma enfermidade com alta prevalência em felinos, principalmente dentre os pacientes geriátricos. Esta doença se caracteriza pela evolução progressiva, possuindo caráter multifatorial, estando frequentemente associada à comorbidades, como, por exemplo, o hipertireoidismo. O presente trabalho teve como objetivo revisar e sintetizar as principais evidências científicas recentes a respeito do manejo terapêutico da DRC em gatos, com ênfase nas inovações nutricionais, farmacológicas e diagnósticas. O estudo refere-se à uma revisão bibliográfica  narrativa, realizada na base de dados PubMed, contemplando artigos publicados nos últimos cinco anos com relação às inovações no tratamento da DRC felina. Os resultados das pesquisas demonstraram que o manejo nutricional permanece como a base do tratamento da DRC, especialmente no controle do metabolismo mineral, destacando-se a importância da relação cálcio:fósforo e da suplementação adequada de magnésio na prevenção da hipercalcemia ionizada. Observou-se, também, um avanço significativo no tratamento da anemia arregenerativa associada à DRC, com o uso de inibidores da enzima prolil hidroxilase do fator induzível por hipóxia, como o molidustat. O eixo intestino-rim também foi alvo promissor de estudos, havendo o desenvolvimento de estratégias voltadas à modulação da microbiota intestinal com redução de toxinas urêmicas. O estadiamento, conforme as diretrizes da IRIS (International Renal Interest Society), e a utilização de biomarcadores da DRC, como a creatinina e SDMA, são fundamentais para o diagnóstico e acompanhamento da doença. Por fim, conclui-se que o manejo moderno da DRC felina deve ser individualizado, integrado e baseado em monitoramento clínico e laboratorial contínuo, visando retardar a progressão da doença, minimizar complicações sistêmicas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Publicado

2026-02-13

Como Citar

Cavalcante, Átila B. F., Freitas, B. S., Ramos, P. R. L. F., Jacinto, A. A. C., Camillo, V. C., Maciel, L. G., & Imamura, J. M. (2026). MANEJO TERAPÊUTICO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA (DRC) EM GATOS. Seven Editora, 2343-2351. https://doi.org/10.56238/sevened2026.008-130