PROTOCOLOS DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM BOVINOS: TÉCNICAS PARA OTIMIZAÇÃO DAS TAXAS DE CONCEPÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.008-132Palavras-chave:
Inseminação Artificial, IATF, Sincronização do Estro, Progesterona, PGF2α, Ecg, BiomarcadoresResumo
A inseminação artificial (IA) e, sobretudo, a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) consolidaram-se como biotecnologias centrais para elevar a eficiência reprodutiva e acelerar o ganho genético em sistemas de produção bovina, ao reduzir a dependência da detecção de estro. Apesar da ampla adoção, o desempenho reprodutivo obtido em campo permanece condicionado à interação entre o protocolo hormonal, o estado fisiológico/metabólico das fêmeas e a qualidade operacional do serviço. Esta revisão narrativa sintetiza evidências recentes (2021–2025) sobre estratégias de sincronização do ciclo estral baseadas em progesterona (P4), estrógenos e luteólise com prostaglandina F2α (PGF2α), destacando a relevância da manutenção de concentrações adequadas de P4 durante o desenvolvimento do folículo dominante para a competência oocitária e a subsequente funcionalidade luteal. Discute-se, adicionalmente, a utilização da gonadotrofina coriônica equina (eCG) como ferramenta de suporte em vacas com baixa condição corporal e maior probabilidade de anestro, bem como o impacto da capacitação do inseminador e do manejo do sêmen (armazenamento, descongelação e deposição intrauterina) sobre as taxas de concepção. Por fim, são abordadas perspectivas emergentes associadas às ciências ômicas, com ênfase em microRNAs circulantes como potenciais biomarcadores para predição do sucesso gestacional e diagnóstico precoce, com implicações para a redução do intervalo entre serviços e otimização da rentabilidade do sistema. Conclui-se que a maximização das taxas de concepção em programas de IA/IATF depende de abordagem integrada, combinando desenho protocolar, manejo nutricional e excelência técnica, além de incorporação crítica e gradual de ferramentas diagnósticas de maior resolução.
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