DESAFIOS DE SE APRENDER A LER E ESCREVER: REFLEXÕES DOCENTES

Autores

  • Patrícia da Silva Santos
  • Emanuella Wanus Barreto Siqueira
  • Eliana Gomes de Castro Rocha
  • Altaide Pereira da Silva
  • Simone Batista Campos
  • Eledy de Souza
  • Jairo Bastidas
  • Ana Valéria de Oliveira Sousa Santos
  • Silvana Oliveira do Nascimento
  • Claudihene Lopes da Silva Gonzaga

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.004-028

Palavras-chave:

Leitura, Escrita, Alfabetização, Letramento, Práticas Docentes

Resumo

A aprendizagem da leitura e da escrita constitui um dos desafios centrais da escola contemporânea, pois envolve não apenas a aquisição de habilidades técnicas, mas a inserção do sujeito em práticas sociais mediadas pela linguagem. Ler e escrever não se reduzem à decodificação de sinais gráficos, mas configuram processos culturais, históricos e formativos que atravessam o desenvolvimento da autonomia, da participação social e da construção de sentido. Como afirma Buendía, “a competência de ler e escrever passou a ser considerada base e requisito para a consolidação da democracia” (BUENDÍA, 2010, p. 257). No contexto escolar, as dificuldades enfrentadas por estudantes nos anos iniciais revelam fatores múltiplos: condições sociais desiguais, práticas pedagógicas pouco significativas, ausência de estímulos culturais e modelos curriculares que desconsideram a diversidade de trajetórias. Paulo Freire (2003) destaca que o ato de ler não se limita à palavra, mas se relaciona à leitura do mundo, exigindo uma educação comprometida com a experiência concreta do estudante. Magda Soares (2004) reforça que alfabetização e letramento precisam caminhar juntos, pois aprender o sistema de escrita implica também aprender seus usos sociais. Dessa forma, refletir sobre os desafios da leitura e da escrita exige compreender a alfabetização como processo amplo, atravessado por dimensões políticas, pedagógicas e culturais. Este capítulo discute tais desafios a partir de uma perspectiva docente, defendendo que práticas escolares mais consistentes dependem de mediação qualificada, de acesso à cultura escrita e de um currículo que reconheça o letramento como direito fundamental.

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Publicado

2026-02-19

Como Citar

Santos, P. da S., Siqueira, E. W. B., Rocha, E. G. de C., da Silva, A. P., Campos, S. B., de Souza, E., Bastidas, J., Santos, A. V. de O. S., do Nascimento, S. O., & Gonzaga, C. L. da S. (2026). DESAFIOS DE SE APRENDER A LER E ESCREVER: REFLEXÕES DOCENTES. Seven Editora, 368-379. https://doi.org/10.56238/sevened2026.004-028