DESAFIOS DE SE APRENDER A LER E ESCREVER: REFLEXÕES DOCENTES
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.004-028Palavras-chave:
Leitura, Escrita, Alfabetização, Letramento, Práticas DocentesResumo
A aprendizagem da leitura e da escrita constitui um dos desafios centrais da escola contemporânea, pois envolve não apenas a aquisição de habilidades técnicas, mas a inserção do sujeito em práticas sociais mediadas pela linguagem. Ler e escrever não se reduzem à decodificação de sinais gráficos, mas configuram processos culturais, históricos e formativos que atravessam o desenvolvimento da autonomia, da participação social e da construção de sentido. Como afirma Buendía, “a competência de ler e escrever passou a ser considerada base e requisito para a consolidação da democracia” (BUENDÍA, 2010, p. 257). No contexto escolar, as dificuldades enfrentadas por estudantes nos anos iniciais revelam fatores múltiplos: condições sociais desiguais, práticas pedagógicas pouco significativas, ausência de estímulos culturais e modelos curriculares que desconsideram a diversidade de trajetórias. Paulo Freire (2003) destaca que o ato de ler não se limita à palavra, mas se relaciona à leitura do mundo, exigindo uma educação comprometida com a experiência concreta do estudante. Magda Soares (2004) reforça que alfabetização e letramento precisam caminhar juntos, pois aprender o sistema de escrita implica também aprender seus usos sociais. Dessa forma, refletir sobre os desafios da leitura e da escrita exige compreender a alfabetização como processo amplo, atravessado por dimensões políticas, pedagógicas e culturais. Este capítulo discute tais desafios a partir de uma perspectiva docente, defendendo que práticas escolares mais consistentes dependem de mediação qualificada, de acesso à cultura escrita e de um currículo que reconheça o letramento como direito fundamental.
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