MANEJO DA SALMONELOSE EM RÉPTEIS: ABORDAGENS TERAPÊUTICAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.008-141Palavras-chave:
Salmonelose, Répteis, Zoonose, Saúde ÚnicaResumo
Este estudo configura-se como uma revisão bibliográfica narrativa com o objetivo de compilar e discutir as evidências científicas mais recentes sobre o manejo e as abordagens terapêuticas da salmonelose em répteis. A Salmonella spp. é o segundo agente zoonótico mais comum, e os répteis são reservatórios naturais assintomáticos, representando um desafio para a saúde pública (Salmonelose Associada a Répteis - RAS). As manifestações clínicas nos répteis são inespecíficas e variáveis. O manejo é dificultado pela crescente multirresistência antimicrobiana observada (especialmente a sulfonamidas e aminoglicosídeos), embora a resistência a fármacos de última instância, como a colistina, ainda seja baixa. A abordagem terapêutica deve ser cautelosa, individualizada e, sempre que possível, guiada por cultura e antibiograma, focando no controle clínico e na mitigação do risco zoonótico, em vez da erradicação completa do agente, que é considerada improvável. Estratégias não farmacológicas, como higiene rigorosa, educação dos tutores e quarentena, são cruciais. Os achados reforçam a importância de uma abordagem "Saúde Única" (One Health) e do papel dos répteis como sentinelas ambientais na circulação de cepas com potencial zoonótico.
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