BIOMARCADORES GENOTÓXICOS E HISTOPATOLÓGICOS DE QUATRO ESPÉCIES DE PEIXES DO MÉDIO RIO SÃO FRANCISCO COM DIFERENTES HÁBITOS ALIMENTARES

Autores

  • Lucélia Sandra Silva Barbosa Braga
  • Marcílio Fagundes
  • Wanderson Geraldo Lima
  • Maria Rosilene Alves Damasceno

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.012-002

Palavras-chave:

Alterações Morfonucleares, Histopatologia Hepática, Micronúcleos, Níveis Tróficos

Resumo

Comparamos as variações na ocorrência de micronúcleos (MN), alterações morfonucleares (AMN) e a presença de diversos danos hepáticos entre quatro espécies de peixes, Salminus franciscanus (carnívoro), Leporinus obtusidens (onívoro), Myleus micans (herbívoro) e Prochilodus argenteus (iliófago-detritívoro), que ocupam diferentes níveis tróficos em uma área do médio rio São Francisco, Januária, Minas Gerais. Hipotetizamos que (i) peixes de níveis tróficos distintos apresentam variadas quantidades de MN e AMN, pois estes danos estão relacionados à presença de contaminantes ambientais, e (ii) peixes de níveis tróficos diferentes evidenciam múltiplos danos hepáticos, visto que o fígado é um importante órgão de depuração dos organismos, refletindo a presença de contaminantes aquáticos. Foram realizadas análises citogenéticas através do teste MN e histopatológicas com fotomicrografias dos tecidos do fígado. As espécies foram ordenadas por Análise de Componentes Principais (PCA) com base nas alterações genéticas e danos hepáticos. Os scores dos eixos principais foram comparados por meio de Modelos Lineares Generalizados (GLM) com distribuição gaussiana. A significância foi verificada com ANOVA (teste F), seguida de análises de contrastes para identificar variações estatísticas entre os grupos. Nossos resultados indicaram que P. argenteus apresentou o maior número de MN, enquanto M. micans e S. franciscanus, os maiores quantitativos de AMN. Os mais afetados pelas lesões degenerativas do fígado foram S. franciscanus e L. obtusidens. A necrose, lesão de morte celular, teve o maior score em P. argenteus. Tais achados indicam forte correlação entre os índices de danos citogenéticos e histopatológicos com os níveis tróficos ocupados pelas espécies ícticas avaliadas.

Publicado

2026-02-19

Como Citar

Braga, L. S. S. B., Fagundes, M., Lima, W. G., & Damasceno, M. R. A. (2026). BIOMARCADORES GENOTÓXICOS E HISTOPATOLÓGICOS DE QUATRO ESPÉCIES DE PEIXES DO MÉDIO RIO SÃO FRANCISCO COM DIFERENTES HÁBITOS ALIMENTARES . Seven Editora, 18-38. https://doi.org/10.56238/sevened2026.012-002