TAMANHO DO TUMOR, PADRÕES DE TRATAMENTO E SOBREVIDA EM PACIENTES DE NEURO-ONCOLOGIA COM GLIOBLASTOMA APÓS A PANDEMIA DE COVID-19 – RESULTADOS PRELIMINARES
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.009-031Palavras-chave:
Glioblastoma, COVID-19, Migração de Estágio, Volume Tumoral, Análise de SobrevidaResumo
Introdução: A pandemia de COVID-19 interrompeu os sistemas de saúde globalmente, possivelmente ocasionando atrasos diagnósticos em patologias de evolução rápida.
Objetivo: Avaliar o impacto do "vácuo diagnóstico" induzido pela pandemia na apresentação clínica, no volume tumoral e na sobrevida de pacientes com Glioblastoma (GBM).
Métodos: Estudo de coorte multicêntrico e retrospectivo, comparando dois períodos distintos: Pré-Pandemia (2017–2019, n=55) e Pós-Pandemia (2022–2025, n=55). Os parâmetros incluíram análise volumétrica baseada em RM, Karnofsky Performance Status (KPS) e sobrevida global (OS).
Resultados: Pacientes do período pós-pandemia apresentaram volumes medianos de tumor significativamente maiores (47,8 cm³ vs. 31,4 cm³; p=0,001) e KPS mediano mais baixo no diagnóstico (70 vs. 85; p=0,004). A razão de chances para realização de ressecção total macroscópica (GTR) foi significativamente reduzida (OR 0,62), impactando diretamente os desfechos de sobrevida.
Conclusão: Os resultados preliminares deste estudo mostraram que a pandemia precipitou uma "migração de estágio" no GBM, resultando em doença mais avançada no momento da apresentação e menor ressecabilidade. Esses achados ressaltam a necessidade urgente de sistemas de encaminhamento rápidos em neuro-oncologia para garantir resiliência oncológica durante futuras crises sistêmicas.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.