RESILIÊNCIA AGRÍCOLA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO: IRRIGAÇÃO DEFICITÁRIA E DESEMPENHO DO CAPIM-ELEFANTE CV. BRS CAPIAÇU
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.012-003Palavras-chave:
Eficiência Hídrica, Fisiologia Vegetal, Tolerância ao Estresse, Fotossíntese, Produção Forrageira, Sustentabilidade ClimáticaResumo
Este trabalho revisa os principais aspectos relacionados à caracterização do semiárido brasileiro e às estratégias de resiliência agrícola, com foco na irrigação deficitária e nas respostas fisiológicas de plantas submetidas a estresse hídrico e salino. A região semiárida apresenta alta variabilidade climática e solos de baixa fertilidade, o que limita a produtividade agrícola e reforça a necessidade de práticas de manejo mais eficientes. A irrigação deficitária surge como alternativa para otimizar o uso da água, permitindo economia de até 20% no consumo hídrico e 30% de energia, sem comprometer significativamente a produção. Estudos recentes evidenciam que diferentes culturas respondem de forma distinta à redução da lâmina de irrigação, sendo possível identificar níveis ótimos de aplicação que conciliam produtividade e eficiência no uso da água. O capim-elefante cv. BRS Capiaçu destaca-se entre as forrageiras tropicais pela elevada produtividade de biomassa e capacidade de adaptação a condições adversas de umidade e solo. Entretanto, seu desempenho está diretamente relacionado ao manejo adequado da irrigação, da fertilização e da frequência de corte. Sob condições de estresse hídrico e salino, as plantas ativam mecanismos de defesa antioxidante e osmótico que contribuem para a manutenção da homeostase e da atividade. Assim, o manejo integrado da água e o uso de cultivares adaptadas constituem ferramentas essenciais para a sustentabilidade dos sistemas produtivos no semiárido.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.