RESILIÊNCIA AGRÍCOLA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO: IRRIGAÇÃO DEFICITÁRIA E DESEMPENHO DO CAPIM-ELEFANTE CV. BRS CAPIAÇU

Autores

  • Lara Rosa de Lima e Silva
  • Pedro Paulo Santos de Souza
  • Márcia Bruna Marim de Moura
  • Klébia Raiane Siqueira de Souza
  • Luciana Sandra Bastos de Souza
  • Alexandre Maniçoba da Rosa Ferraz Jardim
  • Lady Daiane Costa de Sousa Martins
  • Wagner Martins dos Santos
  • Rodrigo Hemerson de Lima e Silva
  • Elania Freire da Silva
  • Astrogilda Batista do Nascimento
  • Thieres George Freire da Silva

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.012-003

Palavras-chave:

Eficiência Hídrica, Fisiologia Vegetal, Tolerância ao Estresse, Fotossíntese, Produção Forrageira, Sustentabilidade Climática

Resumo

Este trabalho revisa os principais aspectos relacionados à caracterização do semiárido brasileiro e às estratégias de resiliência agrícola, com foco na irrigação deficitária e nas respostas fisiológicas de plantas submetidas a estresse hídrico e salino. A região semiárida apresenta alta variabilidade climática e solos de baixa fertilidade, o que limita a produtividade agrícola e reforça a necessidade de práticas de manejo mais eficientes. A irrigação deficitária surge como alternativa para otimizar o uso da água, permitindo economia de até 20% no consumo hídrico e 30% de energia, sem comprometer significativamente a produção. Estudos recentes evidenciam que diferentes culturas respondem de forma distinta à redução da lâmina de irrigação, sendo possível identificar níveis ótimos de aplicação que conciliam produtividade e eficiência no uso da água. O capim-elefante cv. BRS Capiaçu destaca-se entre as forrageiras tropicais pela elevada produtividade de biomassa e capacidade de adaptação a condições adversas de umidade e solo. Entretanto, seu desempenho está diretamente relacionado ao manejo adequado da irrigação, da fertilização e da frequência de corte. Sob condições de estresse hídrico e salino, as plantas ativam mecanismos de defesa antioxidante e osmótico que contribuem para a manutenção da homeostase e da atividade. Assim, o manejo integrado da água e o uso de cultivares adaptadas constituem ferramentas essenciais para a sustentabilidade dos sistemas produtivos no semiárido.

Publicado

2026-02-21

Como Citar

de Lima e Silva, L. R., de Souza, P. P. S., de Moura, M. B. M., de Souza, K. R. S., de Souza, L. S. B., Jardim, A. M. da R. F., Martins, L. D. C. de S., dos Santos, W. M., de Lima e Silva, R. H., da Silva, E. F., do Nascimento, A. B., & da Silva, T. G. F. (2026). RESILIÊNCIA AGRÍCOLA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO: IRRIGAÇÃO DEFICITÁRIA E DESEMPENHO DO CAPIM-ELEFANTE CV. BRS CAPIAÇU. Seven Editora, 39-53. https://doi.org/10.56238/sevened2026.012-003