COMO A SALINIDADE E O DÉFICIT HÍDRICO INFLUENCIA O DESENVOLVIMENTO INICIAL DE MUDAS DA CAATINGA?

Autores

  • Márcia Bruna Marim de Mora
  • Laura Vitória de Brito Lima
  • Ruth Florentino de Melo
  • Lara Rosa de Lima e Silva
  • Pedro Paulo Santos de Souza
  • Klébia Raiane Siqueira de Souza
  • Lady Daiane Costa de Sousa Martins
  • Wagner Martins dos Santos
  • Alexandre Maniçoba da Rosa Ferraz
  • Elania Freire da Silva
  • Thieres George Freire da Silva
  • Luciana Sandra Bastos de Souza

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.012-005

Palavras-chave:

Sais, Germinação, Fotossíntese, Semiárido

Resumo

A Caatinga, apresenta elevada variabilidade climática, marcada por longos períodos de seca, chuvas irregulares e altas taxas de evapotranspiração, fatores que moldam a dinâmica vegetal. A intensificação das atividades antrópicas, especialmente o desmatamento e a agricultura irrigada com manejo inadequado, tem ampliado processos de salinização e degradação ambiental, comprometendo o estabelecimento e a regeneração da vegetação nativa. Nesse contexto, compreender os efeitos da salinidade e da escassez hídrica sobre as fases iniciais das plantas é essencial para subsidiar estratégias de conservação e restauração ecológica. A salinização, seja de origem natural ou antrópica, reduz o potencial osmótico do solo, dificulta a absorção de água e nutrientes e provoca toxicidade iônica, afetando germinação, crescimento e fisiologia. Nas espécies da Caatinga, esses efeitos incluem diminuição da velocidade e porcentagem de germinação, acúmulo de espécies reativas de oxigênio, plasmólise, distúrbios nutricionais e reduções severas no crescimento inicial, com destaque para perdas superiores a 90% em algumas espécies sensíveis. Paralelamente, o déficit hídrico recorrente intensifica limitações ao desenvolvimento ao promover fechamento estomático, reduzindo a assimilação de CO₂ e comprometendo as trocas gasosas, o acúmulo de biomassa e a expansão foliar. Evidências mostram ampla variação interespecífica nas respostas a esses estresses, envolvendo desde ajustes osmóticos e alterações morfológicas até mecanismos antioxidantes e estratégias de alocação de biomassa. Essa diversidade funcional destaca tanto a vulnerabilidade quanto o potencial adaptativo das espécies da Caatinga frente às mudanças ambientais. As evidências encontradas mostraram que a salinidade e o déficit hídrico atuam como os principais fatores limitantes ao estabelecimento das espécies da Caatinga, afetando de forma direta os processos de germinação, crescimento inicial e funcionamento fisiológico. Apesar de muitas espécies apresentarem mecanismos adaptativos capazes de mitigar parte desses efeitos, a intensidade e a combinação dos estresses frequentemente resultam em reduções expressivas no desempenho das plantas.

Publicado

2026-02-21

Como Citar

de Mora, M. B. M., Lima, L. V. de B., de Melo, R. F., de Lima e Silva, L. R., de Souza, P. P. S., de Souza, K. R. S., Martins, L. D. C. de S., dos Santos, W. M., Ferraz, A. M. da R., da Silva, E. F., da Silva, T. G. F., & de Souza, L. S. B. (2026). COMO A SALINIDADE E O DÉFICIT HÍDRICO INFLUENCIA O DESENVOLVIMENTO INICIAL DE MUDAS DA CAATINGA?. Seven Editora, 66-79. https://doi.org/10.56238/sevened2026.012-005