INFLUÊNCIA DA PRESENÇA DE CROTOXINA NA COMPOSIÇÃO DO VENENO DE CROTALUS DURISSUS TERRIFICUS FRENTE AO SORO ANTICROTÁLICO: UMA ABORDAGEM HISTOLÓGICA

Autores

  • Fâni Ribeiro Silva
  • Nathalia Margarida Cantuária
  • Jonas Eligio Garcia de Azevedo
  • Gabriel Ferreira dos Santos
  • Jocimar de Souza
  • Leonardo da Silva Rodrigues Calderon
  • Isabella Ravazoli
  • José Carlos Cogo
  • Rafael Stuani Floriano
  • Stephen Hyslop
  • Yoko Oshima-Franco

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.008-169

Palavras-chave:

Soro Anticrotálico, Crotalus durissus terrificus, Histologia, Preparação Nervo Frênico-Diafragma, Veneno de Serpente

Resumo

As principais frações isoladas do veneno de Crotalus durissus terrificus incluem crotamina, girotoxina, crotoxina, convulxina e fosfolipase A2. O soro anticrotálico é produzido a partir de um pool de venenos de Crotalus durissus ssp., que nem sempre expressam crotamina, o que pode refletir na eficácia do tratamento. O objetivo deste estudo foi avaliar, por microscopia de luz, a eficácia do soro anticrotálico nas lesões celulares induzidas pelo veneno de C. d. terrificus com (Vcrot+) e sem (Vcrot−) crotamina. O delineamento experimental foi realizado in vitro, utilizando procedimentos histológicos de rotina em preparações neuromusculares doadas, sob aprovação do Comitê de Ética nº 201/2021, expostas a: 1) controle; 2) Vcrot+; 3) Vcrot−; e tratadas com soro anticrotálico nos modelos de 4) pré-incubação e 5) pós-veneno. Os resultados demonstraram índice de miotoxicidade (IM) nas preparações controle de 42,2 % ± 2,6 células; Vcrot+ 95,2 % ± 1,8; e Vcrot− 89,6 % ± 2,3. No modelo de pré-incubação, o soro anticrotálico reduziu significativamente as lesões para 74,1 % ± 3,8 no Vcrot+ e 71,9 % ± 4,5 no Vcrot−. No modelo pós-veneno, os resultados para Vcrot+ foram: → 10’, 98,0 % ± 0,1; → 30’, 84,8 % ± 0,1; e → 60’, 85,6 % ± 0,1; enquanto para Vcrot− foram 84,7 % ± 0,1; 83,6 % ± 0,01 e 91,9 % ± 0,09, respectivamente. Conclui-se que o soro anticrotálico neutraliza grande parte dos constituintes do veneno no modelo de pré-incubação, enquanto no modelo pós-veneno não foi capaz de neutralizar os efeitos miotóxicos de ambos os venenos, permitindo, contudo, demonstrar a sequência de eventos patológicos em um modelo ex vivo.

Publicado

2026-03-07

Como Citar

Silva, F. R., Cantuária, N. M., de Azevedo, J. E. G., dos Santos, G. F., de Souza, J., Calderon, L. da S. R., Ravazoli, I., Cogo, J. C., Floriano, R. S., Hyslop, S., & Oshima-Franco, Y. (2026). INFLUÊNCIA DA PRESENÇA DE CROTOXINA NA COMPOSIÇÃO DO VENENO DE CROTALUS DURISSUS TERRIFICUS FRENTE AO SORO ANTICROTÁLICO: UMA ABORDAGEM HISTOLÓGICA. Seven Editora, 3068-3089. https://doi.org/10.56238/sevened2026.008-169