VIDAS ALBERGADAS: A INSTITUCIONALIZAÇÃO REDEFINE A QUALIDADE DE VIDA NA TERCEIRA IDADE?
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.008-177Palavras-chave:
Qualidade de Vida, Idosos, Institucionalização, Saúde PúblicaResumo
Considerando o acelerado envelhecimento populacional no Brasil e o consequente aumento da institucionalização em Instituições de Longa Permanência para Idosos, fenômeno impulsionado por complexas dinâmicas familiares e sociais, emerge um complexo panorama sobre os impactos, tanto positivos quanto negativos, deste processo na qualidade de vida da população senil. Objetiva-se, neste estudo, compreender como a institucionalização afeta a qualidade de vida dos idosos, analisando os fatores que levam a essa condição e o papel desempenhado pelas instituições na vida de seus residentes. Para tanto, procede-se à realização de um estudo qualitativo, que empregou entrevistas semiestruturadas com quatro idosos, uma psicóloga e uma enfermeira, cujos dados foram submetidos à análise de conteúdo. Desse modo, observa-se que a experiência da institucionalização é multifacetada, sendo a adaptação influenciada por uma ambientação física segura e por uma dimensão relacional pautada no cuidado humanizado; os vínculos familiares mostram-se determinantes para o bem-estar; e o sentimento de pertencimento revela-se subjetivo, oscilando entre a aceitação e a resistência. Dessa forma, conclui-se que a institucionalização pode atuar tanto como um fator de proteção, ao oferecer suporte e segurança, quanto de risco, apresentando desafios como a depressão e o distanciamento familiar, sendo a qualidade do cuidado ofertado um elemento fundamental para a promoção do bem-estar e da dignidade na velhice.
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