APLICAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM À PACIENTE IDOSA DOMICILIADA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA DE SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.009-044Palavras-chave:
Atenção Primária de Saúde, Estratégia Saúde da Família, Atenção Domiciliar à Saúde, Processo de Enfermagem, Diagnóstico de Enfermagem, Pessoa IdosaResumo
A Atenção Domiciliar (AD) no SUS é uma estratégia que garante o cuidado integral às pessoas acamadas e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) surge como ferramenta central para organizar e qualificar o cuidado, sendo operacionalizada por meio do Processo de Enfermagem (PE) que possibilita o planejamento de intervenções direcionadas. O objetivo do estudo é relatar a vivência de acadêmicos de enfermagem do estágio curricular na Atenção Primária de Saúde sobre a aplicação do Processo de Enfermagem (PE) a uma idosa domiciliada e residente na microárea da Estratégia Saúde da Família Radional II, na cidade de Belém do Pará. Trata-se de uma pesquisa descritiva e qualitativa do tipo relato de experiência, realizada em dezembro de 2025. Para a organização do cuidado de enfermagem empregou-se o PE, em 5 etapas, conforme preconiza as Portarias nº 358/2009 e 736/2024, ambas do COFEN. Para a definição e organização do diagnóstico de enfermagem utilizou-se a taxonomia II da North American Nursing Diagnosis Association - NANDA Internacional, 13ª edição (2024-2026). No que se refere às Intervenções de enfermagem e classificação dos resultados de enfermagem adotou-se a classificação Nursing Interventions Classification (NIC) e a Nursing Outcomes Classification (NOC), respectivamente. Principais problemas de enfermagem identificados foram: imobilidade no leito, lesão por pressão, dificuldade de evacuar, dieta por sonda nasogástrica, comunicação verbal prejudicada e risco de infecção. Diante dessa estratégia, foi possível avaliar o caso de modo integral e efetivar um cuidado personalizado. Conclui-se que a aplicação do PE apresenta diversas vantagens como: Elevar a qualidade do cuidado, aumentar a segurança do paciente, promover a comunicação eficaz entre os profissionais de saúde, paciente e familiares, auxiliar na otimização do tempo e de recursos e na prevenção de complicações e garantir a oferta de um cuidado centrado no paciente.
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