MANEJO DAS COMPLICAÇÕES CARDÍACAS DA DOENÇA DE CHAGAS

Autores

  • Gledja Akythiara de Araújo Ferreira
  • Luis Alexandre Lago Marchesan
  • Leandro Costa dos Reis
  • Alisom Brito dos Santos
  • Vanessa Oliveira dos Reis
  • Sílvio Luiz de Souza Júnior
  • Pablo Andre Brito de Souza
  • Kellen de Sousa Araujo
  • Lucas Prestes Delgado
  • Claudia Aparecida Becker
  • Rodolfo Ricardo Toledo
  • Débora Filgueiras Melo e Silva
  • Hadassa França Marçal

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-023

Palavras-chave:

Doença de Chagas, Cardiomiopatia Chagásica, Benznidazol, Insuficiência Cardíaca, Arritmias

Resumo

Este capítulo aborda o manejo das complicações cardíacas da Doença de Chagas (DC), uma patologia negligenciada causada pelo Trypanosoma cruzi que afeta milhões e se manifesta como miocardite fibrosante crônica, remodelamento ventricular e distúrbios de condução elétrica. O diagnóstico da Cardiopatia Chagásica (CDC) integra dados epidemiológicos, clínicos e laboratoriais, sendo o eletrocardiograma (ECG) fundamental para o rastreio de alterações, como o achado clássico de bloqueio de ramo direito associado a bloqueio divisional anterossuperior esquerdo. O manejo clínico é estadiado e a persistência parasitária é o mecanismo primordial da lesão. O tratamento etiológico com benznidazol ou nifurtimox é consensual para casos agudos, congênitos e reativações em imunossuprimidos, embora o estudo BENEFIT não tenha demonstrado impacto significativo na progressão da disfunção ventricular na fase crônica estabelecida. O tratamento da insuficiência cardíaca (IC) segue as diretrizes gerais (IECA, betabloqueadores, MRA), com rigorosa individualização das doses devido à propensão a hipotensão e bradicardia. Complicações arrítmicas, como a taquicardia ventricular, exigem amiodarona e, em casos selecionados, implante de cardioversor-desfibrilador automático (CDI) para prevenção de morte súbita. A profilaxia do tromboembolismo é essencial na presença de fibrilação atrial ou aneurismas apicais. A reativação em pacientes imunocomprometidos é uma urgência médica, exigindo monitoramento por PCR quantitativo e tratamento imediato. O manejo eficaz exige evidência robusta, julgamento clínico refinado, atenção a situações específicas (transmissão congênita, imunossupressão) e a constituição de serviços de cuidado integral para a melhora da qualidade de vida e sobrevida.

Downloads

Publicado

2026-03-11

Como Citar

Ferreira, G. A. de A., Marchesan, L. A. L., dos Reis, L. C., dos Santos, A. B., dos Reis, V. O., de Souza Júnior, S. L., de Souza, P. A. B., Araujo, K. de S., Delgado, L. P., Becker, C. A., Toledo, R. R., Melo e Silva, D. F., & Marçal, H. F. (2026). MANEJO DAS COMPLICAÇÕES CARDÍACAS DA DOENÇA DE CHAGAS. Seven Editora, 328-337. https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-023