SIMULAÇÃO DE ROMPIMENTO DE UMA BARRAGEM DE REJEITOS INDUSTRIAIS DE FERTILIZANTES EM ARRAIAS, TOCANTINS, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.008-189Palavras-chave:
HEC-RAS, Rompimento de Barragem, Simulação de Onda de CheiaResumo
Barragens são estruturas versáteis utilizadas para diversas finalidades, inclusive a contenção de rejeitos decorrentes da atividade de mineração. Nos últimos anos, o rompimento dessas estruturas se tornou um fato recorrente no Brasil, com destaque para os desastres de Mariana e Brumadinho, que acarretaram impactos ambientais irreversíveis e perda de centenas de vidas. Isso vem mostrando o quanto a aplicação de modelos computacionais para prever cenários ocasionados pelo rompimento de barragem, é muito apropriada para antecipar as consequências do rompimento de barragens e balizar os planos de ação de emergência de barragens. No estudo realizado para a barragem de rejeitos da Itafós Arraias Mineração e Fertilizantes S.A., utilizou-se o HEC-RAS que incorpora a modelagem do rompimento de barragens de fluidos não newtonianos, combinado com o ArcGIS, modelo digital de elevação ALOS PALSAR e outros dados biofísicos da área de influência da barragem. A simulação do comportamento da onda de cheia foi por rompimento do tipo piping, com os resultados mostrando uma área de inundação 484,02 ha, profundidade máxima de 19,78 m, velocidade máxima de propagação da onda de 13m/s e vazão máxima 2.619,25m3/s (Seção 1), e as possíveis interferências/impactos em paisagens naturais, áreas de uso antrópico e obras públicas.
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