MANEJO TERAPÊUTICO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS) EM GATOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.001-063Palavras-chave:
Hipertensão Arterial Sistêmica, Felinos, AnlodipinoResumo
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma afecção frequentemente diagnosticada em felinos idosos, associada em sua maior parte com enfermidades subjacentes, tais como o hipertireoidismo, doença renal crônica (DRC), e diabetes mellitus. Devido a sua alta recorrência, e a constante confusão com hipertensões situacionais, o estudo criterioso acerca da hipertensão arterial sistêmica (HAS) apresenta grande relevância no contexto clínico veterinário. A presente revisão bibliográfica, de natureza narrativa, tem como objetivo sintetizar as evidências científicas mais atuais quanto ao manejo clínico do paciente hipertenso persistente. Os estudos analisados ressaltam a importância da confirmação diagnóstica por meio de mediações seriadas da pressão arterial, possibilitando sua diferenciação com o chamado “efeito do avental branco”, hipertensão transitória causada por estresse durante o manejo clínico. Em relação ao tratamento, o anlodipino permanece como principal terapia farmacológica, mas sua associação com outros fármacos, como o benazepril ou telmisartana, tornou-se altamente recomendada, principalmente em casos de terapia insuficiente utilizando-se o anlodipino isolado. Em síntese, a abordagem clínica da hipertensão arterial sistêmica (HAS) requer diagnóstico criterioso e consistente, além de estratégias terapêuticas moduladas a partir da necessidade individual de cada paciente, muitas vezes requerindo utilização de terapias baseadas em associações entre diversos fármacos, visando minimizar complicações sistêmicas e melhorar o prognóstico dos animais acometidos.
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