MANEJO TERAPÊUTICO DO MELANOMA CANINO
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.001-064Palavras-chave:
Melanoma Canino, Oncologia Veterinária, Imunoterapia, Radioterapia, Estadiamento OncológicoResumo
O melanoma corresponde a uma neoplasia maligna de origem melanocítica relativamente comum em cães, caracterizada pela sua alta capacidade de invasão local e potencial metastático, principalmente quando presente em região oral, local também de maior prevalência. Ao se destacar pela agressividade e elevada taxa de mortalidade, o manejo terapêutico oncológico do paciente se torna muitas vezes um importante desafio clínico para médicos veterinários, impulsionando a busca pela integração de diversas terapias, e objetivando invariavelmente um melhor prognóstico de tratamento. Neste contexto, o presente estudo tem como objetivo revisar as principais abordagens terapêuticas utilizadas no tratamento do melanoma canino, assim como apresentar avanços recentes relacionados com a identificação de biomarcadores prognósticos e estratégias terapêuticas inovadoras. Em síntese, a ressecção cirúrgica com margens amplas permanece como principal método de controle local, podendo ser associada à radioterapia em situações de cirurgias incompletas. Além disso, a atuação da radioterapia, adjunta da imunoterapia também se apresenta extremamente relevante em casos de tratamentos intratumorais em neoplasias irressecáveis, estimulando sua regressão e modulando positivamente a imunidade sistêmica do paciente para combate à possíveis metástates. Estudos recentes acerca do prognóstico e progressão tumoral têm identificado biomarcadores moleculares relacionados, tais como a prostaglandina E2, o microRNA-126, e fragmentos séricos de Y RNA regulados por hipóxia. Evidências ainda indicam características genéticas distintas apresentadas pelos melanomas caninos, em comparação com os observados em humanos. Dessa forma, a necessidade da busca por um diagnóstico precoce fazendo uso de exames complementares, como a citologia aspirativa por agulha fina, ou histopatologia por biópsia incisional, além de um estadiamento preciso, e a adoção de estratégias terapêuticas integradas e personalizadas, utilizando abordagens multimodais, fundamentadas no perfil individual de cada paciente, são imprecindíveis para um tratamento eficaz e melhora do prognóstico do paciente.
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