LUZ AZUL PARA O TRATAMENTO DA ACNE VULGAR
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-029Palavras-chave:
Acne Vulgar, Cutibacterium acnes, Fototerapia, Luz Azul, PorfirinasResumo
A acne vulgar representa um desafio dermatológico global persistente, devido à crescente resistência das cepas de Cutibacterium acnes aos antibióticos convencionais. Diante desse cenário, a fototerapia com luz azul emerge como uma intervenção não farmacológica sofisticada, fundamentada na fotoexcitação seletiva de porfirinas endógenas bacterianas, a coproporfirina III e a protoporfirina IX. O máximo de absorção na banda de Soret desencadeia uma reação fotoquímica do tipo II, resultando na produção de oxigênio singleto e espécies reativas de oxigênio que promovem efeitos bactericidas direcionados e a modulação de citocinas pró-inflamatórias. Além de sua eficácia clínica consolidada para lesões inflamatórias (pápulas e pústulas), a terapia com luz azul apresenta um perfil de segurança elevado, sendo frequentemente potencializada pela associação sinérgica com a luz vermelha para estimular a reparação tecidual e reduzir a atividade das glândulas sebáceas. A evolução tecnológica, observada na transição de sistemas clínicos para dispositivos domésticos acessíveis, consolida esta modalidade como uma alternativa sólida no tratamento da acne vulgar ou de forma conjunta aos tratamentos convencionais.
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