CONFLITO, RIVALIDADE MIMÉTICA E NÃO VIOLÊNCIA: A AMIZADE COMO HORIZONTE ÉTICO DA CONVIVÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.008-226Palavras-chave:
Amizade, Conflito, Ética Relacional, Mimese, Não ViolênciaResumo
Este artigo examina, em perspectiva filosófica, o estatuto do conflito nas relações humanas e investiga em que medida a não violência pode interromper a lógica mimética que converte diferença em hostilidade. Parte-se da hipótese de que o conflito integra a condição relacional do ser humano e, por isso, não pode ser simplesmente eliminado da vida social. O problema surge quando ele é capturado pela reciprocidade violenta e pela rivalidade, produzindo formas de inimizade que degradam o vínculo com o outro. Com base em pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter teórico-conceitual, o texto articula contribuições de Jean-Marie Muller, René Girard, Georg Simmel, Zygmunt Bauman, Norberto Bobbio, José Maria da Silva Rosa e Liev Tolstói. Sustenta-se que a não violência não significa passividade, mas uma prática ética de resistência à violência sem sua reprodução. Conclui-se que a amizade pode ser compreendida como horizonte ético da convivência, na medida em que permite pensar relações marcadas por responsabilidade, reconhecimento e recusa da vingança.
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