ATENÇÃO MULTIDIMENSIONAL À SAÚDE AUDITIVA NEONATAL NO SUS: EVIDÊNCIAS LONGITUDINAIS DO RETESTE DA TRIAGEM ANTES E DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.002-034Palavras-chave:
Triagem Neonatal, Recém-nascido, Audição, Saúde Auditiva, Política Nacional de Atenção à Saúde AuditivaResumo
Introdução: A Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU) desempenha papel fundamental na identificação precoce da perda auditiva em recém-nascidos. Entre os fatores de risco para alterações auditivas destacam-se histórico familiar de perda auditiva, prematuridade e exposição a substâncias ototóxicas. Além disso, a COVID-19 pode representar um fator relevante com potencial de afetar as estruturas da orelha interna. Objetivo: Avaliar o processo de acompanhamento auditivo relacionado ao reteste da TANU antes e durante a pandemia de COVID-19 em neonatos atendidos em um Serviço de Atenção à Saúde Auditiva (SASA) ambulatorial no estado de Santa Catarina, com assistência pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Métodos: Trata-se de um estudo longitudinal retrospectivo que analisou dados de neonatos atendidos em um Serviço de Saúde Auditiva (SASA) do SUS no período de janeiro de 2018 a dezembro de 2022. Foram avaliadas informações relacionadas à TANU e aos resultados dos retestes. A análise dos dados foi realizada utilizando os programas Microsoft Excel® e MedCalc® Statistical Software versão 22.006, aplicando medidas estatísticas e análises de regressão para identificar fatores associados à falha na TANU e à realização do reteste. Resultados: Observou-se uma taxa de ausência no reteste de 2,6% na orelha direita e 2,2% na orelha esquerda entre os neonatos avaliados. A idade média das mães dos recém-nascidos que não passaram no teste foi de 33 anos, enquanto a média geral de idade materna foi de 27 anos. A não aprovação no reteste e um intervalo maior entre a TANU inicial e o reteste estiveram associados ao abandono do reteste inicial da TANU (IRD). Durante o período da pandemia, houve aumento nas taxas de evasão para o reteste da TANU, além de ampliação do intervalo de tempo entre a triagem inicial e o reteste. Conclusão: Diversos fatores, incluindo o intervalo entre os exames, a idade materna e condições clínicas, influenciaram os resultados do reteste. Além disso, a pandemia contribuiu para um aumento significativo nas taxas de evasão e para a ampliação do tempo necessário para a realização do reteste.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.