CASTRAÇÃO DE CÃES E GATOS COMO FERRAMENTA DE SAÚDE ÚNICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.001-071Palavras-chave:
Canino, Felino, Orquiectomia, Ovariosalpingohisterectomia, Saúde IntegradaResumo
O vínculo entre humanos e animais tem crescido, e muitos hoje são considerados membros da família. Essa relação traz benefícios emocionais, sociais e físicos aos responsáveis, mas também exige práticas de guarda responsável, como vacinação, vermifugação, alimentação adequada e, sobretudo, esterilização. A falha nesses cuidados contribui para o abandono animal, superpopulação de cães e gatos errantes, disseminação de zoonoses e impactos negativos à saúde pública e ambiental. Nesse contexto, o conceito de Saúde Única torna-se fundamental ao integrar saúde humana, animal e ambiental. A castração destaca-se como uma das principais estratégias para o controle populacional, prevenção de doenças reprodutivas, redução de neoplasias, melhoria do comportamento animal e aumento da expectativa de vida dos pets. Historicamente, a prática evoluiu de métodos rudimentares para um procedimento ético, seguro e alinhado ao bem-estar animal e à saúde pública. No Brasil, legislações como a Lei nº 13.426/2017 asseguram o acesso à esterilização, especialmente para responsáveis de baixa renda e animais errantes, além de programas públicos e iniciativas de ONGs. Contudo, desafios persistem, como falta de conscientização, barreiras culturais, limitações econômicas, desinvestimento público e fragmentação das ações institucionais. Assim, ao longo deste capítulo serão abordados os benefícios e desafios da castração, bem como a necessidade de políticas públicas contínuas, acesso ampliado e, principalmente, ações educativas que promovam a mudança cultural e reforcem a importância da castração como ferramenta essencial da Saúde Única.
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