TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO: ASPECTOS COMPORTAMENTAIS E GENÉTICOS

Autores

  • André Marcelo Lima Pereira
  • Pedro Henrique da Silva Liberato
  • Djefferson Elsenbach
  • Rafael Alves de Oliveira
  • Júlia Vilas Boas Covizzi
  • João Renato Villas Bôas
  • Lígia Lima Morandim
  • Ian Vilas Boas Covizzi
  • Jessica Gisleine de Oliveira
  • Alba Regina de Abreu Lima
  • Uderlei Doniseti Silveira Covizzi

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.014-003

Palavras-chave:

Autismo, Desenvolvimento Neurológico, Genes Autismo, Epigenética Autismo

Resumo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits persistentes na comunicação e na interação social, associados a padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. O presente estudo tem como objetivo apresentar uma revisão sobre os principais aspectos conceituais, clínicos e genéticos relacionados ao autismo, destacando avanços científicos que contribuíram para ampliar a compreensão do transtorno. Ao longo do tempo, a concepção do autismo passou por mudanças importantes, sendo atualmente compreendido como um espectro que envolve diferentes níveis de manifestação e necessidade de suporte. Clinicamente, o TEA manifesta-se desde a primeira infância e pode incluir dificuldades na comunicação verbal e não verbal, prejuízos na interação social, comportamentos estereotipados, interesses restritos e alterações sensoriais. A identificação precoce do transtorno é considerada fundamental, pois possibilita intervenções terapêuticas mais eficazes e favorece melhores resultados no desenvolvimento cognitivo, social e comunicativo do indivíduo. No campo da genética, pesquisas recentes indicam que o TEA possui forte componente hereditário, envolvendo múltiplos genes associados ao desenvolvimento e funcionamento do sistema nervoso. Variantes genéticas raras e comuns, mutações espontâneas e alterações epigenéticas contribuem para a heterogeneidade clínica observada entre os indivíduos no espectro. Além disso, fatores ambientais podem interagir com a predisposição genética, influenciando o risco de desenvolvimento do transtorno. Dessa forma, o TEA deve ser compreendido como uma condição multifatorial e complexa, cuja investigação contínua é essencial para ampliar o conhecimento sobre seus mecanismos biológicos, aprimorar estratégias diagnósticas e desenvolver intervenções terapêuticas mais eficazes.

Publicado

2026-03-25

Como Citar

Pereira, A. M. L., Liberato, P. H. da S., Elsenbach, D., de Oliveira, R. A., Covizzi, J. V. B., Bôas, J. R. V., Morandim, L. L., Covizzi, I. V. B., de Oliveira, J. G., Lima, A. R. de A., & Covizzi, U. D. S. (2026). TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO: ASPECTOS COMPORTAMENTAIS E GENÉTICOS. Seven Editora, 26-47. https://doi.org/10.56238/sevened2026.014-003