ASSOCIAÇÃO DE ESCETAMINA INTRANASAL E INIBIDOR DA MONOAMINOXIDASE (IMAO) NO MANEJO DA DEPRESSÃO RESISTENTE: RELATO DE CASO
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.008-239Palavras-chave:
Depressão Resistente ao Tratamento, Escetamina, Inibidores da MonoaminoxidaseResumo
Introdução: O transtorno depressivo resistente ao tratamento (TDR) representa um desafio clínico significativo, especialmente quando associado à ideação suicida. A escetamina intranasal tem emergido como uma opção terapêutica eficaz em casos refratários, enquanto os inibidores da monoaminoxidase (IMAO) permanecem relevantes no manejo de quadros graves e resistentes.
Objetivo: Descrever a evolução clínica de uma paciente com TDR submetida à associação de escetamina intranasal e tranilcipromina.
Método: Relato de caso de paciente do sexo feminino, 27 anos, com diagnóstico de transtorno depressivo recorrente e histórico de falha terapêutica a múltiplas classes de antidepressivos, estabilizadores de humor e antipsicóticos, acompanhada por avaliação clínica e escalas padronizadas (HAM-A e MADRS).
Resultados: Após a introdução do tratamento combinado, observou-se melhora clínica rápida e sustentada, com redução significativa dos sintomas depressivos e ansiosos, além de remissão da ideação suicida. O tratamento foi bem tolerado, sem ocorrência de eventos adversos relevantes.
Conclusão: A associação de escetamina intranasal e IMAO mostrou-se eficaz e segura neste caso de TDR, sugerindo ser uma alternativa terapêutica viável em situações selecionadas, desde que realizada sob monitoramento clínico rigoroso.
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