ENTRE MEDO E ESPERANÇA: COMO GESTANTES VIVENCIAM O DIAGNÓSTICO DE DIABETES MELLITUS GESTACIONAL
DOI:
https://doi.org/10.56238/sevened2026.009-068Palavras-chave:
Diabetes Mellitus Gestacional, Subjetividade, Psicologia da Saúde, Gestação de Risco, EmoçõesResumo
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma condição de alto risco que, além das repercussões clínicas, impacta profundamente a subjetividade da mulher. Este estudo buscou compreender os sentidos subjetivos produzidos por gestantes diante do diagnóstico de DMG, a partir de uma abordagem qualitativa fundamentada na epistemologia da subjetividade de González Rey. Foram realizadas entrevistas dialógicas com três gestantes de alto risco, internadas em hospital público de Brasília, que tiveram o diagnóstico de DMG pela primeira vez durante a gestação. As falas, transcritas e analisadas, revelaram que o impacto inicial do diagnóstico foi permeado por sentimentos de medo, insegurança e culpa, mas também pela emergência da esperança e pela construção de novas estratégias de enfrentamento. O estudo evidencia que o adoecimento não pode ser reduzido a uma dimensão biomédica, mas deve ser compreendido na complexidade das produções subjetivas das gestantes. Conclui-se que a Psicologia da Saúde tem papel essencial no acompanhamento de mulheres com DMG, promovendo uma abordagem integral e humanizada que reconheça a singularidade de cada experiência.
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