A CONSTRUÇÃO DA LINGUAGEM E O DISCURSO TOTALITÁRIO: DA REDUÇÃO DO OUTRO ÀS VIAS DEMOCRÁTICAS DO DIÁLOGO

Autores

  • Antonio Coêlho Soares Junior
  • Joaquim Ribeiro de Souza Junior
  • Isabella Holanda da Silva

DOI:

https://doi.org/10.56238/sevened2026.008-250

Palavras-chave:

Diálogo, Discurso, Totalitarismo

Resumo

O presente artigo tem por objetivo analisar a relação entre a constituição da linguagem e a centralidade do discurso na participação do indivíduo no âmbito social, partindo da hipótese de que a predominância de discursos monolíticos favorece a emergência de regimes totalitários, os quais buscam, de maneira sistemática, a uniformização cultural e social, convertendo toda forma de alteridade em ameaça a ser eliminada, contribuindo, assim, para a construção de uma lógica de exclusão e potenciais conflitos sociais e políticos. A pesquisa adota o método hipotético-dedutivo, com base em revisão bibliográfica, mobilizando, no campo da filosofia da linguagem, as contribuições de Michel Foucault e Ludwig Wittgenstein acerca da formação e funcionamento da linguagem. No que concerne à análise do totalitarismo e da constituição do discurso autoritário, recorre-se às reflexões de Hannah Arendt e Claude Lefort. Por fim, o estudo enfatiza a importância da inclusão do outro e do diálogo, a partir da perspectiva habermasiana, como elementos fundamentais para a preservação de sociedades democráticas e para a resistência à consolidação de estruturas totalitárias.

Publicado

2026-04-08

Como Citar

Soares Junior, A. C., de Souza Junior, J. R., & da Silva, I. H. (2026). A CONSTRUÇÃO DA LINGUAGEM E O DISCURSO TOTALITÁRIO: DA REDUÇÃO DO OUTRO ÀS VIAS DEMOCRÁTICAS DO DIÁLOGO. Seven Editora, 4607-4625. https://doi.org/10.56238/sevened2026.008-250