GESTÃO DE TESTES RÁPIDOS DE SÍFILIS NA REDE DE SAÚDE DE SÃO BORJA

Autores

  • Viviane Martins Schmitz
  • Gabriel E. Acevedo
  • Nilda María del Rosario Alvares

DOI:

https://doi.org/10.56238/isevjhv5n2-003

Palavras-chave:

Testes Rápidos, Sífilis e Fluxograma de Atendimento

Resumo

As infecções sexualmente transmissíveis (IST) representam uma carga significativa de morbidade e mortalidade, e a nível global, a cada ano, ocorrem milhões de casos de IST, como a sífilis. O atraso no diagnóstico é um dos fatores que justifica a dificuldade no controle dessas infecções. Os testes de diagnóstico rápido permitem iniciar o tratamento etiológico na primeira consulta, o que leva a tratar mais pacientes, tanto sintomáticos quanto assintomáticos, de forma mais eficaz, interrompendo a cadeia epidemiológica de transmissão sem demora. A OMS inclui esses testes em sua estratégia global de combate às ISTs, e é por isso que este trabalho de pesquisa visa avaliar o impacto da implementação dos testes rápidos na área de saúde de São Borja no diagnóstico, promoção e prevenção da sífilis. Seu objetivo é analisar os fatores que influenciam a implementação e realização dos testes rápidos, descobrir potencialidades e fragilidades na dinâmica dos testes rápidos, verificar a quantidade de exames realizados e seus principais resultados no período de 2014 a 2018, e, finalmente, elaborar um fluxograma do atendimento prestado aos pacientes com conclusões. A metodologia foi qualitativa e quantitativa, um estudo descritivo e transversal de natureza empírica. Alguns dos resultados mostraram que os pacientes entrevistados eram principalmente mulheres (62,5%) e homens (37,5%). A faixa etária mais comum foi de 25 a 39 anos. Dos resultados das entrevistas com enfermeiros, constatou-se que 92% são enfermeiras e 8% são enfermeiros, na maioria jovens. Um total de 14 enfermeiros (56%) relataram ter dificuldade em realizar os testes rápidos devido à sobrecarga de tarefas. Finalmente, verificou-se que existe infraestrutura adequada e suprimentos suficientes nas unidades de saúde para realizar os testes rápidos, e o tratamento é gratuito.

Referências

Benítez, J., et al. (2021). Características sociodemográficas y clínicas de la sífilis gestacional en Cali, 2018. Biomédica, 41, 140–152.

Brasil. Ministério da Saúde. (2018). Aumentam os casos de sífilis no Brasil. Brasília. Disponível em: https://www.google.com/search?source=hp&ei=6OYjXZqnJIid5OUPMSd2A4&q=S%C3%8DFILIS+EN+BRASIL

. Acesso em: 12 maio 2018.

Cazella, M. E. P., Pilatti, F., & Fraporti, L. (2024). Sífilis congênita: uma revisão abrangente sobre diagnóstico, tratamento e prevenção da infecção por Treponema pallidum. Revista de Ciências da Saúde-REVIVA, 3(2).

Da Costa Pereira, S. S., et al. (2020). Caracterização de usuários do Centro de Testagem e Aconselhamento no Brasil: uma revisão integrativa. Revista Pró-univer SUS, 2, 38–46.

Fernandes, L. P. M. R., Souza, C. L., & Oliveira, M. V. (2021). Oportunidades perdidas no tratamento de parceiros sexuais de gestantes com sífilis: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, 21, 361–368.

Organização Mundial da Saúde. (2019). Saúde sexual e reprodutiva: uso de testes rápidos para sífilis. Genebra. Disponível em: https://www.who.int/reproductivehealth/publications/rtis/TDR_SDI_06_1/es/

. Acesso em: 1 jun. 2018.

Quiñones Angulo, W. E., & Sánchez Guevara, A. M. (2016). Nivel de conocimiento sobre sífilis gestacional y congénita en mujeres puérperas atendidas en el Hospital Mario Gaitán Yanguas de Soacha entre agosto y octubre de 2016.

Santos, V. C., & Dos Anjos, K. F. (2009). Sífilis: una realidad prevenible. Su erradicación, un desafío actual. Revista Saúde e Pesquisa, 2(2), 257–263.

Sandoval, S. R. L. (2023). Diagnóstico de laboratorio de la sífilis y su impacto en la salud pública. Revista Investigación en Salud Universidad de Boyacá, 10(Suplemento 1), 12.

Saraceni, V., et al. (2017). Vigilância epidemiológica da transmissão vertical da sífilis: dados de seis unidades federativas no Brasil. Revista Panamericana de Salud Pública, 41, e44.

Suárez Brochero, O. F. (2015). Situación de la sífilis gestacional y congénita en el departamento de Risaralda. Pereira.

Trindade, A. A., & Montanha, D. (2024). Os efeitos da sobrecarga de trabalho na equipe de enfermagem. Repositório Institucional do UNILUS, 3(1).

Turnes, A. L. (2005). La sífilis en la medicina a 100 años de un descubrimiento esencial. Noticias 127. Sindicato Médico del Uruguay.

Vargas-Vizuet, A. L., & Lobato-Tapia, C. A. (2018). La etnobotánica como base para la obtención de nuevos fármacos. Revista CienciaUANL, 21(88), 7–9.

Downloads

Publicado

2026-04-29

Edição

Seção

Articles

Como Citar

GESTÃO DE TESTES RÁPIDOS DE SÍFILIS NA REDE DE SAÚDE DE SÃO BORJA. (2026). International Seven Journal of Health Research, 5(2), e10034. https://doi.org/10.56238/isevjhv5n2-003