Remdesivir: uma estratégia de enfrentamento ao vírus da COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevjhv1n1-002Palavras-chave:
Coronavírus, medicamentos, Reaproveitamento de Fármacos.Resumo
Em dezembro de 2019, foi constatado o surgimento de um novo tipo de coronavírus e a Organização Mundial da Saúde declarou estado de emergência de saúde pública. Mediante a isto o Remdesivir foi apontado em muitos países como possível candidato para o tratamento do Sars-Cov-2. Diante desses pressupostos este trabalho visa destacar as atuais evidências sobre o mecanismo de ação dessa droga em células infectadas por COVID-19 por meio da revisão bibliográfica. O Remdesivir é definido como pró-fármaco análogo de nucleósideos substituído com 10-ciano. Sua principal função é inibir a replicação viral ao competir com nucleotídeos endógenos para incorporação de RNA viral. Em um estudo randomizado duplo-cego o Remdesivir intravenoso não teve eficácia no tempo de melhora clínica, mortalidade ou tempo de eliminação do vírus em pacientes com COVID-19 grave. Em outro estudo pacientes que receberam o Remdesivir tiveram recuperação de 10 dias mais rápida em comparação com os que receberam placebo. Conclui-se que um estudo conseguiu demostrar de forma satisfatória o uso do Remdesivir em pacientes com COVID-19, uma vez que os pacientes apresentaram recuperação curta se comparado com o do placebo. No entanto, são necessários mais estudos para comprovar a eficácia do medicamento para combater o coronavírus.
DOI: 10.56238/isevjhv1n1-002