Alterações nos tecidos bucais associadas à covid-19: uma revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevjhv2n3-008Palavras-chave:
COVID-19, Manifestações orais, SARS-CoV-2.Resumo
Em 31 dezembro de 2019, começaram a surgir casos de pneumonia de etiologia desconhecida na cidade de Wuhan, na China, associados a um mercado atacadista de frutos do mar que comercializava espécies de animais vivos. Em janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2 (SARS-CoV-2) como uma emergência de saúde pública de interesse mundial. A maioria dos infectados com SARS-CoV-2 desenvolveram sintomas leves, como tosse seca, digeusia e febre. Entretanto, uma pequena parcela dos indivíduos acometidos apresentou um quadro clínico grave, que acarretou em complicações sistêmicas e levou muitos pacientes a óbito. Além da sintomatologia sistêmica, alterações nos tecidos bucais foram clinicamente observadas, como distúrbios do paladar, ulcerações orais inespecíficas, gengivite descamativa, petéquias, coinfecções, dentre outros. Estudos recentes indicam que a mucosa oral pode ser o alvo do vírus, a partir da observação da distribuição de enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2) nas células epiteliais da mesma. A partir dessa premissa, a cavidade oral pode desempenhar um papel ativo na patogênese do novo coronavírus. Este artigo, de natureza descritiva, tem como objetivo relatar os casos de alterações nos tecidos bucais associadas à COVID-19, presentes na literatura, através de pesquisas realizadas no portal Pubmed.