Projeto de intervenção: acompanhamento dos usuários hipertensos e diabéticos, utilizando a estratificação de risco cardiovascular otimizado através de VBA®
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevjhv2n4-004Palavras-chave:
Hipertensão arterial sistêmica, Diabetes Mellitus, Risco cardiovascular, Saúde Pública.Resumo
Introdução: Dentre as principais doenças crônicas estão as doenças cardiovasculares, tendo a hipertensão arterial sistêmica e a diabetes mellitus como fatores de risco importantes. A identificação de pacientes com elevado risco cardiovascular é uma ação prioritária na Atenção Primária à Saúde. Para essa classificação utiliza-se o Escore de Framingham. A motivação para este estudo foi a constatação da perda de seguimento ambulatorial de pacientes acometidos com hipertensão e diabetes que acarreta abandono do tratamento e alto número de intercorrências. Objetivo geral: Implementar uma planilha de acompanhamento aos pacientes hipertensos e diabéticos na estratégia de saúde da família (ESF) e sua classificação de acordo com escore de Framingham em baixo, médio e alto risco. Metodologia: Os pacientes hipertensos e diabéticos foram localizados no prontuário eletrônico e classificados segundo o Escore de Framingham através de planilha com linguagem computacional VBA no programa Microsoft Excel. Resultados: Foram analisados um total de 219 prontuários no período de setembro a novembro de 2021. Do total, 210 usuários com hipertensao arterial sistêmica (HAS) e 65 com diabetes mellitus (DM). Quanto ao risco cardiovascular, 86 pacientes (39,3%) se encaixam no baixo risco, 37 pacientes (16,9%) em moderado/intermediário risco e o restante, 96 pacientes (43,8%) em alto risco cardiovascular. Conclusão: Os resultados esperados com a organização dos usuários com planilhas otimizadas trás melhorias como um melhor controle do acompanhamento quadrimestral, semestral ou anual conforme a classificação do risco cardiovascular, busca ativa dos faltosos por meio das agentes comunitárias de saúde com orientações quanto a importância do seguimento na APS, indicativos de saúde da comunidade em relação aos hipertensos e diabéticos e direcionamento a propostas de intervenção voltadas à população de maior risco como palestras, grupos de atividade física e rodas de conversa sobre o tema. Além disso, é imprescindível notar que há um elevado número de consultas para este grupo de estudo, sendo primordial o acompanhamento com a enfermagem através de seus protocolos para contribuir na melhoria dos cuidados de saúde.