A relação entre obesidade e a fisiopatologia do câncer gastrointestinal, nutrição e microbiota intestinal
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevjhv3n4-030Palavras-chave:
Gastric Cancer and Obesity, Intestinal Microbiota, Obesity-Induced CarcinogenesisResumo
Introdução: A obesidade está ligada a alguns tipos de câncer, como os do trato gastrointestinal (câncer de esôfago, fígado, vesícula biliar, estômago, pâncreas e colorretal), ovário e tireoide. Objetivo: descrever a associação dos principais fatores relacionados à relação entre obesidade e a fisiopatologia do câncer gastrointestinal, nutrição e microbiota intestinal. Material e Métodos: Este artigo é uma revisão sistemática, baseada na metodologia PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses). Resultados e Discussão: A obesidade aumenta as concentrações de insulina, IGF1 e IGF2, que por sua vez reduzem a apoptose e estimulam o crescimento celular. Com o aumento da adiposidade, há também um aumento da produção de citocinas pró-inflamatórias, como interleucina-6 (IL-6) e interleucina-8 (IL-8), fator de necrose tumoral (TNF) e proteína C reativa. Conclusão: Diante das evidências apresentadas neste estudo, observa-se que o tecido adiposo expansivo pode ter uma contribuição clinicamente relevante para o desenvolvimento do câncer gástrico. Uma maior compreensão dos mecanismos da carcinogênese induzida pela obesidade é necessária para desenvolver métodos para prevenir ou tratar o câncer gástrico. Uma maior compreensão dos mecanismos moleculares presentes na obesidade pode levar à identificação de novos alvos terapêuticos.