ABORDAGEM DE EMERGÊNCIA E DESCOMPRESSÃO BILIAR NO TRATAMENTO DA COLANGITE AGUDA
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-038Palavras-chave:
Colangite Aguda, Descompressão Biliar, Colangiopatias, Emergência Médica, Manejo ClínicoResumo
A colangite, embora frequentemente apresente um curso crônico, impõe desafios críticos em cenários de agudização e obstrução biliar severa. Esta revisão bibliográfica narrativa teve como objetivo consolidar as evidências científicas contemporâneas sobre o manejo emergencial e as estratégias de descompressão biliar, visando a preservação da função hepática e a redução da morbimortalidade. A metodologia consistiu no levantamento de dados na base PubMed (MeSH terms: "Cholangitis" e "Therapeutics"), com foco em estudos de alto rigor metodológico publicados nos últimos cinco anos. Os achados demonstram que a eficácia terapêutica está intrinsecamente ligada à precisão do diagnóstico diferencial entre as diversas etiologias. Na Colangite Biliar Primária (CBP), o uso do ácido ursodesoxicólico (UDCA) permanece como o padrão-ouro para retardar a progressão da doença. Por outro lado, a Colangite Relacionada à IgG4 (C-IgG4) exige cautela diagnóstica por mimetizar neoplasias, respondendo de forma dramática à corticoterapia e evitando intervenções cirúrgicas desnecessárias. Já na Colangite Esclerosante Primária (CEP), dada a ausência de terapias medicamentosas curativas, a descompressão mecânica por via endoscópica (CPRE) assume papel central no manejo de estenoses dominantes e na prevenção de quadros infecciosos recorrentes. Em última análise, a estabilização hemodinâmica e a descompressão biliar ágil constituem as prioridades absolutas no tratamento da colangite aguda para prevenir a sepse biliar. Conclui-se que o prognóstico do paciente depende diretamente de uma abordagem multidisciplinar que integre o reconhecimento precoce das complicações, o suporte clínico intensivo e a individualização das estratégias de manutenção conforme o perfil imunopatológico de cada condição.
Referências
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