PROTOCOLOS ASSISTENCIAIS E MANEJO FARMACOLÓGICO NO TRATAMENTO DA SÍFILIS CONGÊNITA
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-041Palavras-chave:
Sífilis Congênita, Penicilina, Transmissão Vertical, Protocolos Assistenciais, Pré-natalResumo
A Sífilis Congênita (SC) é uma condição inteiramente evitável, resultante da transmissão vertical do Treponema pallidum da gestante infectada e inadequadamente tratada para o feto, o que acarreta desfechos gestacionais severos, como óbito fetal/neonatal e manifestações clínicas graves no recém-nascido. Diante da reemergência alarmante da SC, o controle da patologia depende da eficácia dos protocolos assistenciais e do manejo farmacológico imediato. O presente estudo é uma revisão bibliográfica narrativa que objetivou sintetizar as evidências científicas sobre o manejo da SC, utilizando os descritores "Syphilis, Congenital" e "Therapeutics" na base de dados PubMed. A principal estratégia para erradicação é a triagem universal das gestantes no pré-natal (testes treponêmicos e VDRL). O manejo farmacológico padrão para a gestante é a Penicilina G Benzatina, sendo crucial que o tratamento materno seja concluído no mínimo 30 dias antes do parto para ser considerado adequado para o feto. A persistência da doença está ligada a falhas multifatoriais, incluindo lacunas no pré-natal, iniquidades em saúde, estigma e baixa adesão ao tratamento dos parceiros sexuais. O tratamento do neonato é realizado com Penicilina G Cristalina ou Procaína. Conclui-se que o sucesso do tratamento transcende o ato farmacológico, exigindo um protocolo assistencial de rede, com fortalecimento das políticas públicas e da educação em saúde, a fim de interromper o ciclo de transmissão vertical.
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