SÍNDROME NEFRÓTICA IDIOPÁTICA NA CRIANÇA: ESTRATÉGIAS DIAGNÓSTICAS E CRITÉRIOS ATUAIS

Autores

  • Ryan Rafael Barros de Macedo
  • Isabella de Oliveira Sanches Vinci
  • Fernando Poli Aran Jallas
  • Danilo Francisco Bezerra do Nascimento

DOI:

https://doi.org/10.56238/isevmjv4n6-018

Palavras-chave:

Síndrome Nefrótica Idiopática, Pediatria, Corticosteroides, Autoanticorpos Anti-Nefrina, Rituximabe, Glomerulopatias

Resumo

A síndrome nefrótica idiopática (SNI) na infância é a glomerulopatia mais frequente em pediatria e cursa com proteinúria em níveis nefróticos, hipoalbuminemia e edema. Os critérios diagnósticos atuais incluem proteinúria nefrótica definida por relação proteína/creatinina urinária ≥ 2,0 mg/mg (ou ≥ 200 mg/mmol) associada a albumina sérica < 30 g/L, com recomendação de confirmação laboratorial antes do início do tratamento (Trautmann et al., 2023).   A classificação clínica direciona condutas: a síndrome nefrótica cortico-sensível (SNCS) é caracterizada por remissão completa em até 4 semanas de prednisona, e a definição de recidivante frequente (≥ 2 recaídas em 6 meses ou ≥ 3 em 12 meses) favorece a introdução precoce de estratégias poupadoras de esteroides (Trautmann et al., 2023).   Avanços recentes sugerem que parte da SNI possui base autoimune humoral, com identificação de autoanticorpos anti-nephrin correlacionados à atividade da doença e à resposta a terapias depletoras de células B (Chan; Boyer, 2025), além de modelo em que gatilhos imunes induzem anticorpos anti-podócitos levando à lesão podocitária (Al-Aubodah et al., 2025).   Nas formas congênitas (início < 3 meses), a etiologia é predominantemente genética, e o teste genético é recomendado como primeira linha (Boyer et al., 2021).   O manejo inclui corticosteroides e, em recaídas frequentes/dependência, agentes poupadores e rituximabe em casos selecionados, com vigilância para hipogamaglobulinemia (Trautmann et al., 2023; Chan; Boyer, 2025).   Adicionalmente, recomenda-se abordagem nutricional baseada em evidências, evitando dietas hiperproteicas e ajustando restrição de sódio conforme fase clínica (Lella et al., 2023; Trautmann et al., 2023).   Biomarcadores e genotipagem sustentam a transição para medicina de precisão (Chan; Boyer, 2025; Vincenti; Angeletti; Ghiggeri, 2023).

Referências

Al-Aubodah, T.-A., & et al. (2025). The autoimmune architecture of childhood idiopathic nephrotic syndrome. Kidney International, 107(2), 271–279.

Boyer, O., & et al. (2021). Management of congenital nephrotic syndrome: Consensus recommendations of the ERKNet-ESPN Working Group. Nature Reviews Nephrology, 17(4), 277–289.

Chan, E. Y.-H., & Boyer, O. (2025). Childhood idiopathic nephrotic syndrome: Recent advancements shaping future guidelines. Pediatric Nephrology, 40(4), 2431–2442.

Lella, G., & et al. (2023). Nutritional management of idiopathic nephrotic syndrome in pediatric age. Medical Sciences, 11(3), Article 47.

Trautmann, A., & et al. (2023). IPNA clinical practice recommendations for the diagnosis and management of children with steroid-sensitive nephrotic syndrome. Pediatric Nephrology, 38(3), 877–919.

Vincenti, F., Angeletti, A., & Ghiggeri, G. M. (2023). State of the art in childhood nephrotic syndrome: Concrete discoveries and unmet needs. Frontiers in Immunology, 14.

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Publicado

2025-12-29

Como Citar

SÍNDROME NEFRÓTICA IDIOPÁTICA NA CRIANÇA: ESTRATÉGIAS DIAGNÓSTICAS E CRITÉRIOS ATUAIS. (2025). International Seven Journal of Multidisciplinary, 4(6), e8846. https://doi.org/10.56238/isevmjv4n6-018