MANEJO TERAPÊUTICO DA MENOPAUSA: ABORDAGEM HORMONAL E ALTERNATIVAS NÃO HORMONAIS

Autores

  • Ryan Rafael Barros de Macedo
  • Fernando Malachias de Andrade Bergamo
  • Júlia Abel Cenci Guimarães
  • Lorena Raquel Menezes dos Reis Silva
  • Maria Isabel de Sampaio Rabello
  • Vitória Xavier Tracierra
  • Samara Vasconcelos Pereira
  • Angélica Santana Ferreira
  • Rodrigo Dias Ferreira
  • Maria Katarina Araújo Souza Silva
  • Mariana Aquino Zanotti
  • Maria Gianna de Lima Fernandes
  • Júlio César Alcantara de Deus
  • Júlia dos Santos Martins
  • Rosimeire Anesia de Jesus Teixeira

DOI:

https://doi.org/10.56238/isevmjv5n1-020

Palavras-chave:

Menopausa, Terapia Hormonal, Alternativas Não Hormonais, Sintomas Vasomotores, Síndrome Geniturinária da Menopausa, Hormônio Anti-Mülleriano

Resumo

A menopausa é um marco fisiológico caracterizado pela perda da atividade folicular ovariana, frequentemente associado a sintomas vasomotores (VMS) e à síndrome geniturinária da menopausa (GSM). Embora a Terapia Hormonal da Menopausa (THM) seja a intervenção mais eficaz para o alívio sintomático e prevenção da perda óssea, seu uso é limitado por contraindicações em subgrupos específicos, como sobreviventes de câncer de mama e pacientes com histórico de endometriose, exigindo abordagens individualizadas. O diagnóstico é clínico e retrospectivo, mas o Hormônio Anti-Mülleriano (AMH) é um biomarcador sensível da reserva ovariana, útil na predição da menopausa iminente, apesar da persistente imprecisão na determinação do momento exato. O avanço em alternativas não hormonais representa uma fronteira promissora, incluindo antagonistas dos receptores de neuroquinina (como fezolinetant e elinzanetant) para VMS, e terapias tópicas como o ácido hialurônico vaginal e laser (CO2 e Er:YAG) para GSM/atrofia vulvovaginal, que demonstram eficácia comparável em desfechos centrados na paciente, com perfis de segurança favoráveis para pacientes de risco oncológico. Além disso, a THM tem demonstrado otimizar a resposta à perda de peso com agonistas de GLP-1, como a semaglutida. No entanto, o manejo terapêutico da menopausa ainda carece de dados de longo prazo sobre a segurança cardiovascular, óssea e oncológica das novas terapias não hormonais, reforçando a necessidade de estudos prospectivos para consolidar estratégias seguras e individualizadas no climatério.

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Publicado

2026-02-14

Como Citar

MANEJO TERAPÊUTICO DA MENOPAUSA: ABORDAGEM HORMONAL E ALTERNATIVAS NÃO HORMONAIS. (2026). International Seven Journal of Multidisciplinary, 5(1), e9377. https://doi.org/10.56238/isevmjv5n1-020