MANEJO TERAPÊUTICO DA DISTIMIA (TRANSTORNO DEPRESSIVO PERSISTENTE): ESTRATÉGIAS DE LONGO PRAZO E REMISSÃO
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv5n1-022Palavras-chave:
Transtorno Depressivo Persistente, Distimia, Manejo Terapêutico, Remissão, Farmacoterapia, Psicoterapia, Amantadina, Apatia CrônicaResumo
O Transtorno Depressivo Persistente (TDP), anteriormente denominado distimia, caracteriza-se por um curso crônico, progressivo e frequentemente refratário, associado a prejuízos funcionais significativos e comprometimento contínuo da qualidade de vida. Este estudo teve como objetivo analisar as estratégias terapêuticas contemporâneas voltadas ao manejo da distimia, com ênfase nas abordagens de longo prazo e nos fatores associados à remissão clínica e funcional. Trata-se de uma revisão bibliográfica, realizada a partir de buscas nas bases PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde, contemplando estudos publicados nos últimos cinco anos, com foco em intervenções farmacológicas, psicoterapêuticas, neurobiológicas e tecnológicas relacionadas ao TDP. Os estudos analisados evidenciam que o TDP envolve alterações neurobiológicas em estruturas subcorticais associadas à motivação e ao sistema de recompensa, contribuindo para sua cronicidade e resposta limitada aos antidepressivos convencionais. No manejo farmacológico, destacam-se evidências favoráveis ao uso da bupropiona, lamotrigina e, em casos resistentes, da amantadina, indicando alternativas terapêuticas promissoras. A associação entre farmacoterapia e psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental, demonstrou maior eficácia na redução dos sintomas e na prevenção de recaídas. Ademais, intervenções psicológicas baseadas em tecnologia digital apresentaram impacto positivo na melhora da qualidade de vida e no suporte contínuo ao tratamento. Conclui-se que o manejo do Transtorno Depressivo Persistente requer uma abordagem integrada, longitudinal e individualizada, que considere os aspectos neurobiológicos, psicossociais e clínicos envolvidos na cronificação do transtorno. A combinação entre intervenções farmacológicas direcionadas, psicoterapia estruturada e tecnologias digitais configura-se como estratégia relevante para promover estabilidade clínica, remissão sustentada e redução do impacto funcional do TDP.
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