PROTOCOLOS DE DIAGNÓSTICO DA HIPERPROLACTINEMIA: INVESTIGAÇÃO CLÍNICA E CONFIRMAÇÃO LABORATORIAL
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-001Palavras-chave:
Hiperprolactinemia, Diagnóstico, Agonistas Dopaminérgicos, Cabergolina, AntipsicóticosResumo
A hiperprolactinemia (HPRL) é uma endocrinopatia comum, caracterizada pela secreção elevada de prolactina devido à diminuição da inibição tônica dopaminérgica. Clinicamente, manifesta-se com sintomas de hipogonadismo e galactorreia, sendo notável sua alta prevalência em pacientes submetidos a terapias com antipsicóticos. O objetivo desta investigação foi sintetizar e analisar criticamente as diretrizes contemporâneas relativas aos protocolos de diagnóstico e manejo da HPRL. Foi conduzida uma revisão bibliográfica narrativa em bases indexadas (PubMed, Cochrane Library), utilizando descritores como "Hyperprolactinemia", "Diagnosis" e "Treatment", com foco em publicações do último quinquênio. O protocolo diagnóstico exige uma abordagem sistemática, priorizando a exclusão de causas fisiológicas e farmacológicas antes da investigação de prolactinomas, reservando a Ressonância Magnética (RM) de sela túrcica para os casos em que a etiologia medicamentosa não pode ser suspensa. Confirmada a HPRL, os agonistas dopaminérgicos (AD) constituem a primeira linha terapêutica, com a cabergolina sendo o agente de escolha devido à sua eficácia superior (95% de normalização bioquímica) e melhor tolerabilidade. Para a HPRL induzida por antipsicóticos em pacientes sem possibilidade de troca do fármaco de base, a adição de aripiprazol em doses baixas ($5~mg/d$ a $10~mg/d$) demonstrou ser uma estratégia altamente eficaz e segura na normalização dos níveis de prolactina e reversão sintomática. Tais diretrizes reforçam a necessidade de um rastreio e manejo clínico rigorosos para mitigar os riscos de longo prazo associados à HPRL crônica.
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