PROTOCOLOS DE DIAGNÓSTICO DA CISTICERCOSE EM SUÍNOS: DAS TÉCNICAS DE CAMPO ÀS ABORDAGENS SOROLÓGICAS AVANÇADAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/isevmjv5n2-003Palavras-chave:
Cisticercose Suína, Diagnóstico, ELISA, Saúde Pública, Taenia soliumResumo
A cisticercose suína, zoonose causada pela Taenia solium, representa um grave problema de saúde pública e econômico, perpetuado por condições sanitárias precárias. O diagnóstico in vivo é desafiador, dada a inespecificidade clínica da infecção. O objetivo deste estudo foi comparar a eficácia dos protocolos de diagnóstico de campo frente às abordagens sorológicas avançadas. Realizou-se uma revisão bibliográfica narrativa na base PubMed, abrangendo artigos dos últimos cinco anos. Os resultados demonstraram a baixa sensibilidade das técnicas tradicionais, como a palpação lingual e a inspeção de carcaças, que frequentemente subestimam a prevalência real, detectando taxas significativamente menores em comparação aos métodos laboratoriais. Em contraste, métodos imunodiagnósticos, notadamente o Ag-ELISA e o Western Blot, apresentaram maior acurácia, sendo capazes de identificar antígenos circulantes e infecções leves não detectáveis visualmente. Observou-se que a escolha do método impacta diretamente o mapeamento epidemiológico e a identificação de fatores de risco. Conclui-se que a implementação de diagnósticos sorológicos mais sensíveis, integrados a estratégias de vacinação e saneamento, é crucial para o controle efetivo da teníase-cisticercose.
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